Artigos e colunas

ABC dos colapsos assimétricos ou "O triunfo de Teltrano"

Por Sivuca.

Existe uma historia muito triste que começa assim: "Fulano corrigia colapsos, mas chegou muito atrasado, e morreu."

Os colapsos assimétricos são certamente o maior dos vilões, pois basta olhar as estatísticas de acidentes fatais em nosso esporte para se dar conta de que colapso assimétrico não é pouca coisa.

Mas o que acontece? Costuma-se ouvir frases como "Puxa que pena, morreu por causa de um simples colapso assimétrico...", ou pior: "oh, mas era um parapente com deagavê um!!" afinal o que há de tão simples em um incidente de voo que mata gente?

Conheça uma asa delta

Uma Asa Delta é construída basicamente por tubos de alumínio e parafusos aeronáuticos, Dacron que é um tecido muito resistente para confeccionar a vela, e fibra de vidro em algumas peças. Pesam em média de 28 kg a 35 kg e o seu comprimento fechada é em média de 5 a 6 metros e aberta sua envergadura chega em média de 12 m.

Uma asa delta pode ser montada e desmontada com muita facilidade e ser transportada por cima de um automóvel. O controle de manobrabilidade de uma Asa Delta é feito através do deslocamento do peso do piloto em relação ao centro de gravidade da Asa. Uma asa pode voar a uma velocidade de 30 até 120 km/h, dependendo do modelo da asa.

Síndrome do piloto avançado e o arquétipo do herói

Texto: Glauco Cavalcanti

No voo livre perdemos alguns amigos devido a síndrome do piloto avançado. Nunca podem abaixar a guarda no nosso esporte. No MMA isso pode levar ao nocaute, já no voo livre...

Síndrome do piloto avançado: o medo quando controlado ajuda, em excesso atrapalha e sua ausência completa conduz à ruína. Foi isso que vimos na luta de Anderson Silva contra Weidman. A síndrome do piloto avançado. Existe um momento que o atleta de ponta começa a se achar invencível, suas conquistas alimentam o ego e modificam a visão da realidade. Nossa mente como o próprio nome diz MENTE. Nossa mente mentirosa desmistifica o adversário e com isso abaixamos a guarda literalmente.

Paraquedas reserva (Manual do Parapente Obediente)

kurt vôo livre paraquedas reserva

Trecho do livro Manual do Parapente Obediente do instrutor Kurt W. Stoeterau.

 V - PÁRA-QUEDAS RESERVA

Se finalmente o piloto deixar de ser piloto, passando a ficar a mercê das travessuras de sua asa, e quando essas travessuras expõe a sua vida a um risco declarado, o uso do pára-quedas de emergência acaba sendo a alternativa possível. Mas antes de falarmos propriamente do uso do reserva não podemos deixar de mencionar certos detalhes desse equipamento.

Depoimento do recordista Rafael Saladini sobre sua evolução meteórica e seus planos para o futuro.

depoimento do recordista - vôo livre/parapente/ asa delta

Infelizmente o vôo-livre é um esporte de oportunidades. Só se desenvolve aquele que tem oportunidade não só de voar, mas voar com pilotos melhores e que saibam o que estão fazendo. Não existem autodidatas que aprendem tudo longe de todos. Não adianta ter dinheiro, tempo e vontade apenas; é necessário controlar a ANSIEDADE e buscar informações com quem SABE. Quem quer aprender rápido, corra para as competições, quem não quer competir, muita calma nessa hora.

Poesia e relato de vida sobre vôo ( André Miranda)

Um vôo - Uma vida

Sabem nestes dias nublados, sem vôo, que ficamos pensando como seriam as coisas se fossem diferentes?

Derrepente me pego comparando...

Um vôo como uma vida.

Ao decolar iniciamos a perda, 1m/s é inegável como passam as horas, os minutos e segundos em nossa vida. Ao nascer iniciamos o caminho para o fim, ou o pouso.

O que nos faz permanecer mais ou menos tempo voando é a capacidade de aproveitarmos as ascendentes, pois perder 1m/s é deixar passar o tempo. Se não fizermos qualquer esforço para aproveitarmos as ascendentes, mais rapidamente chegamos ao pouso.

O céu dos voadores (P.Pinto )

Artigo do Paulo Pinto em 6-12-2005

Pra quem não conhece, o Fernando tratado no texto é o Gauchão, Fernando Cauzzo, voador de asa, aos 84 anos e Gauchinha era a sua cadelinha que, de tanto voar com ele, só não sabia decolar muito bem. A gauchinha está enterrada na rampa do Pepino.

O CÉU DOS VOADORES II

No começo, ele não estava entendendo nada.

Só lembrava que estava voando sobre a enorme falésia de Tambaba fazendo um liftão com aquela gringa do nudismo, boazuda e de topless, e de repente se viu em meio de um bando de pilotos antigos no que parecia ser uma recepção em um lugar bem estranho - todo mundo numa boa e à vontade. Estavam ali o Pepê, o Bernardo, o Paulinho Platino, o Barão, o Dib, o Charles, uns outros que ele não conhecia e lá fundo do salão um grupinho que ele não conseguia identificar – todos muito alegres e falantes no maior papo, tomando umas e outras e agüentando aquele charutão fedorento do Rogério.

Ground handling - Treinando no chão

Aqui esta uma das melhores e mais fáceis maneiras de melhorar seu vôo: "ground handling" (manejo em solo).

É valido dizer que grande parte dos melhores pilotos do mundo demonstra grande habilidade no manuseio de suas velas no solo, não porque são os bons, mas porque treinam.

Treinando, melhoram-se as reações e a compreensão da vela.

Decolagem (Herik )

A inflada e a corrida de decolagemDicas para alcançar o céu - vôo livre

Temos a tendência a pensar que a decolagem é a fase mais delicada de um vôo. Às vezes é verdade, mas não podemos esquecer que no vôo de parapente, grande parte das decolagens são abortadas devido a problemas na hora da inflada, ou seja: desde os primeiros passos.

Voando Térmicas com Eficiência (Herik )

dicas para alcançar os céus - vôo livreDa mesma forma que o vôo de ascendente orográfica, o popular LIFT, voar as térmicas eh um processo de 3 etapas. Primeiro você tem que escolher um horário apropriado para decolar. Então, você deve procurar uma térmica adequada.Finalmente, você precisa fazer o melhor uso possível da ascendente que esta térmica proporciona.

Fazendo Transições (Herik )

VÔO EM TÉRMICASDicas para alcnçar o céu - vôo livre

01 - Quando entrando numa térmica forte, você se sente pendulando para frente, abaixo de sua asa e parando em seguida. Nesta fase, você tem que reduzir a atuação do freio para sua asa ganhar velocidade. Uma vez dentro da termal, voe na taxa de queda mínima (mas não voando lento). Quando sair da térmica, fique pronto para controlar o mergulho de sua asa (à sua frente), aumentando o freio durante o avanço (levante completamente os freios quando a asa estiver em seu ponto mais adiante). Veja também "Pilotagem Ativa" em "Colapsos e Situações Ruins".

Voando Duplo (Sivuca )

Voando duplo - parapente - asadelta

O piloto que voa duplo tem a responsabilidade bem multiplicada, já que não há nada que o passageiro possa fazer para evitar algum acidente caso o piloto cometa um erro muito grave.

A primeira coisa a se considerar é a habilitação, ou seja, não se deve em hipótese alguma, voar um parapente duplo se o piloto não estiver devidamente habilitado. Entende-se aqui habilitado como sendo alguém que fez um curso e aprendeu as técnicas necessárias para executar este tipo de vôo com segurança e não apenas leu esta ou aquela literatura e tirou sua carteirinha .

Assim, o novo piloto de vôo duplo deverá procurar um instrutor habilitado que o oriente devidamente.

Voando com ciência. Voando com consciência.

Trecho do livro Voando com ciência voando com consciência do instrutor Kurt W. Stoeterau.

A figura 86 nos mostra o parapente encontrando uma turbulência provocada pela térmica, e essa turbulência consiste num redemoinho que provoca movimentos no ar de cima para baixo. Quando esse ar, que vem de cima, encontra a asa do parapente o seu ângulo de ataque diminui, ou então pode até chegar a ficar negativo, dependendo da intensidade do movimento desse ar. Na figura isso ocorre na asa da direita do parapente. No momento em que esta "bufa" de cima para baixo atinge a asa do parapente o piloto sente o lado direito da sua selete perder a firmeza que sutentava o seu corpo, é como se a selete afrouxasse repentinamente no lado direito. Além disso, o piloto também sentirá uma repentina perda de pressão no freio direito - para isso é fundamental que ele esteja cosntante e ligeiramente atuado.

O Cumulonimbus (Kurt W. Stoeterau )

O cumulonimbus, também chamado de CB, recebeu o sufixo de "nimbus" que quer dizer chuva. Segundo o espírito dos outros nomes dados aos cumulus, o CB poderia ter sido mais apropriadamente chamado de cumulus discomunalis, ou cumulus monstruosus, ou cumulus maximus, ou cumulus fantasticus, ou então cumulus "aiaiai", ou cumulus "puts grila". Qualquer um destes sobrenomes parece ser mais apropriado do que simplesmente um aguado "nimbus". Porém o entusiasmo do criador do nome dessa nuvem, nesse caso, estava de férias. Ou então talvez até a idéia do criador do nome fosse a de amenizar um pouco uma manifestação essencialmente violenta e potente.

Bem, vamos ao que interessa.