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R.R.Puertas
RRpuertas

 

Do chão as nuvens, é a mais nova coluna do Guia 4 Ventos, nela o fotógrafo RRPUERTAS, que agora está dando seus primeiros passos (vôos) no vôo livre, documentará passo a passo a evolução de um piloto de parapente, sempre documentado com as belas imagens a que estamos acostumados a ver tiradas de suas lentes, e relatos interessantes em uma história de amor que começa agora.

Segue aqui fotos e relatos dos primeiros movimentos do RR Puertas no parapente como piloto e fotógrafo. Acompanhe conosco, dia a dia,vôo a vôo, step by step essa evolução.

Boa leitura.

Do chão as nuvens. Por RRPuertas

 

 

RRPUERTAS

Voando a noite...

4 de março 2008

Após 6 meses escrevo mais uma fase do meu vôo em direção às nuvens.

Primavera, verão, não é a melhor época para um principiante evoluir e misturado ao trabalho.
Tive uma atuação discreta nestes meses. Alguns vôos sem muita expressão, vôos no litoral durante o reveillon e alguns vôos fim de tarde aqui em Atibaia, sempre buscando acostumar-se com o vôo do parapente.

Neste tempo além de vôos "tranquilos", li o livro do Sivuca, Voando de Parapente, vi alguns amigos mais ousados desistiram do vôo por forçarem a evolução natural do esporte, fugindo das recomendações do instrutor,
voando em horários não recomendados, levando sustos e até se machucando
levemente (quebrando 1 braço). Assisti também ao vídeo Flying da Ozone que acrescentou bastante nos meus conhecimentos de vôo livre de Parapente... e por fim, ontem, fiz um vôo atípico, tema principal dessa parte da coluna, Do Chão ás Nuvens.

Subimos para a rampa, com uma previsão de vôos em Atibaia de pelo menos uma semana. Nessa época de primavera e verão a mudança na direção do vento, formação de Cbs, me fez descer a rampa dentro do carro diversas vezes... e nesse em especial eu estava confiante a realizar um vôo mais ousado. Superando um pouco
a minha cautela com o vôo livre. A intenção era decolar um pouco mais cedo, com atividade térmica a
ponto de me levar nas nuvens, mas essa alternativa foi trocada por esperar o vento abaixar, mesmo que
escurecendo, pra não descer de carro mais uma vez.

Durante o dia o vento estava com rachadas de 60KM/H. O piloto Alê Santos, local aqui de Atibaia, chegou
na praia, em Caraguatatuba num vôo de 125KM, mas o vôo foi reservado durante o dia ao vôo livre de asa-delta.
Com a chegada do meio da tarde o vento deu uma diminuída e alguns parapentes de alta performnce decolaram.

Um fato interessante aconteceu. Num momento onde o vento estava em torno de 25 a 35KM/H, um piloto iniciou
tentativas de decolagem "com lastro" e era aparente a sua falta de habilidade. Ao conseguir colocar o parapente sobre na cabeça, levantou vôo imediatamente e numa seqüência de excessos de comandos e provavelmente uma distancia entre mosquetões aparentemente excessiva, fez com que ele quase se vira de cauda no vento, entrando forte contra a Pedra Grande. Junto comigo, mas não o instrutor dele, gritávamos deixa ele voar, levanta a mão p****... E detalhe, voando num ElLus 1, DHV 1-2... aparentemente muito ágil para o seu nível de vôo.

O tempo foi passando, o Sol se pondo e pro meu DHV 1, que voa de mão alta há 37KM/H, era decolar e voar
acelerado o tempo todo. Quando o Sol sumiu e era anunciado o período noturno, o vento deu uma diminuída para
25KM/H e praticamente todos os pilotos se equiparam para decolar antes que a luz não permitisse mais
checar as linhas dos equipamentos, é isso ai... vôo noturno.

Equipei-me num canto, sozinho, fiz meu check, e me direcionei pra decolagem pronto pra abrir o parapente
e decolar. E foi o que fiz! Senti os tirantes mais nervosos do que de costume e decolei. No primeiro bordo
pra direita, indo em direção a Pedra Rachada, pude perceber que o vento estava forte, me obrigando a encarar
o vento, se não seria jogado pra trás da montanha. Nesta parte da montanha ela é bastante íngreme, então percebi
que com mão alta eu não me deslocava em relação à montanha, somente pro alto. Acelerador, vou usar ele numa
situação real. Pisei o 1º estágio todo e comecei lentamente a me distanciar do limite de segurança. Entrei
numa zona confortável, onde a minha preocupação agora era me afastar o mais rápido possível da montanha, o
que se tornou um jogo de paciência. Procurei o 2º estágio do meu acelerador e descobri que algo estava travado.
Simplesmente não era possível. Mas eu preciso dele... E forcei muito ele, até que escutei um barulho. Por uns
segundos cheguei a pensar que de tanta força havia quebrado o acelerador, mas não, consegui afinal romper o
que travava o acelerador e então consegui usar o 2º estágio.

O meu plano de vôo deu errado. Já era para estar no pouso, mas não imaginei que o meu parapente não penetraria como imaginado. Já estava totalmente escuro, não enxergava mais a montanha atrás de mim, somente a sua silueta.
Com o segundo estágio acionado percebi que penetr5ava muito lentamente e já estava perto do condomínio, 1/3
do caminho até o pouso. Ao fundo, no horizonte fechado, dois CBs causando chuva
vindo na minha direção. Demoraria ainda 1 hora para aquilo chegar em mim, estava muito longe, mas será que
não chegava antes? Quando decolei não dava pra ver eles e agora dá. Decidi relaxar senão ia pirar com algo
que não representava perigo!

Vôo liso, sem turbulência, mão alta, 2º estágio do acelerador em full speed. Alguns parapentes mais ágeis me
deixando pra trás, e eu deixando pra trás outros pilotos com parapentes DH1, dentro do peso. Somente quem
estava estourado na vela DHV1 é que estava mais tranquilo e nem sentiu o que eu e meus companheiros sentimos.

Metade do vôo completo, estava em cima do condomínio Arco Íris, perdendo altura, na mesma altura da decolagem, a 540 metros do chão e no escuro. A minha preocupação agora era em não colidir com algum piloto menos atento.
Nesse momento comecei a pegar o gradiente de vento típico do pouso aqui de Atibaia e comecei a penetrar melhor.
Cheguei rapidamente sobre o pouso a 250 metros de altitude, passei por ele pra garantir minha chegada
nem que fosse de ré. Quando era seguro voar de cauda, ja dentro do gradiente de vento, pude aliviar o
acelerador e sentir o prazer de ter resolvido um vôo não previsto.

Vi dois parapentes se aproximando pra pouso, os outros eu sabia que estavam muito atrás de mim, mantive
atenção redobrada pra não colidir com algum parapente e entrei tranqulamente na aproximação de pouso. Como
não tinha muita luz, apenas de 1 ou 2 carros, não consegui calcular muito bem a altura do chão e acabei entrando
muito rápido o que foi resolvido com um freio decidido e uma corrida.

Ao pousar gritei bem alto: Auuuuuuuuuuuuuuu... e fui correspondido por mais 2 pilotos. Que sentiram sensações
semelhantes as minhas. Num vôo noturno, sem Lua, em plena escuridão.

Dá próxima levo uma lanterna!

 

dia 11 de junho de 2007

Voando perto do relevo...

 

Cuidado perto do relevo!

O relevo gera no vento mudanças no seu padrão e por estar perto dele, qualquer erro pode significar acidente.
Claro que voar lift no final de tarde com poucos parapentes e asas é seguro se obedecer regras, pode-se voar lift, mas tem que ser ter em mente a proximidade do chão. Voar térmicas baixo na motanha, fazendo lift já é uma situação de risco e enroscando nela é evidente que a deriva irá te levar pra "sotavento" e então a única saída pode ser a de subir o máximo possível e depois sair no vento de cauda ... vôo perigoso pra quem é principiante.

O iniciante tem que voar nos seus primeiros vôos em condição lisa para acostumar-se com a decolagem, vôo reto, curvas e pouso. Nestes vôos irão sentir alguma turbulência no ar, o parapente irá pendular levemente, a selete irá se mexer, mão voando simplesmente sentindo a pressão do velame freiando o suficiente para tirar a barriga dos freios evita qualquer tipo de problema.

Claro que ninguém irá tomar aulas aqui nesse texto e irá iniciar o vôo de parapente ... são expressões
superficiais, que ocultam grande parte de conhecimento. Apenas um aluno formado no seu 1º vôo irá absorver
com entendimento e conhecimento de causa as situações aqui descritas.

Finalizando então, pro iniciante o vôo de lift irá ser um aprendizado bacana, mas que tem seus riscos
e possibilidade de incidentes de vôo. Colisões, rotor, vento forte/deriva e outros.

Peguei um dia clássico, "lift gordo", subi 200 metros da rampa, fiquei mais alto do que as pedras mais altas
da Pedra Grande. Sensacional. Voei 54 minutos nesse dia. Consegui relaxar em vôo e curtir melhor esse barato
de vôo livre, até que levo jeito pra isso, hehe.

É fácil voar no lift com uma boa condição. Vamos provar ascendentes suaves, pouco turbulentas, fazendo sempre
as curvas pra fora do relevo. É uma sensação única permanecer em vôo ao invés de ir direto pro pouso, mas
não é totalmente tranquilo. Acostuma-se, mas as pequenas turbulências de um vôo de fim de tarde - pelo menos
num parapente - chacoalham um pouco a selete e proporcionar pequenas perdas de pressão e isso se reflete
na pressão dos batoques. Tem que se acostumar com isso!

Noutro dia o lift tinha menos pressão e então vc voa mais próximo do relevo, "jogando com ele", descobrindo
onde sobe mais. Fiz a besteira de fazer uma curva na direção do relevo e no mesmo momento pensei na deriva
que iria ter e que poderia passar o lift e entrar num rotor. Estava indo na direção da pedra rachada, local
bem ingreme que deixa o vento "indo pro céu", gerando atrás desta cortina um rotor proximo do limite do lift.
A asa direita iria tocar primeiro esse rotor (na pior das hipoteses) e então a asa esquerda (na pior da pior
das hipoteses). E foi quase isso que aconteceu. Ao fazer a curva, a deriva foi me levando para essa parte
critica do relevo. Coloquei mais pressão no freio esquerdo para fechar mais a curva e a deriva continuava
indo, conforme imaginava e então aliviei todo o freio direito para fechar mais a curva e evitar o pior.
Bingo, passei com a asa direita pro rotor e "catrapo" de não sei quanto!?!?!? Putz grila, fechou minha vela!!!!

Como estava em plena curva, colocando o peso pro lado esquerdo, freio no lado esquerdo ... ao fechar o
lado direito o parapente deu uma derivada pra dentro do relevo, a asa esquerda voava controlada e "calçada
... dei uma despencadinha e em 1 segundo, catratratratraratratrapummmm (cada tra é uma celular, hehe) .... reabriu!

Erro que não será nunca mais cometido.

No dia seguinte deu vôo de novo. Pensei, não vou! Vou relaxar ... voei vários dias seguidos, não é bom abusar.
Mas percebi que estava com medo de voar.

Vamos subir e fazer ao menos um prego! E foi o que fiz!

Decolei (sempre com o instrutor), traçei uma rota direito pro pouso e novidade! Ar tubulento ... vela mole de
um lado, mais freio desse lado, retoma pressão, amolece a pressão do outro agora, mais freio no outro, retomou pressão ... opa selete desce de um lado, do outro, mão tensa ... amoleceu abessa esse freio, ufa puxa freio, retomou pressão ... vim nesse trabalho e quando percebi usava mais freio do que o normal. Como estava aproximando do pouso existe um gradiente e senti que vela voava freiada, duma forma que nunca tinha experimentado ... muito freio, alivia ... num gradiente precisamos de velocidade, pouso tranquilo.

Percebo e chego a conclusão de que mais vale um vôo relaxado na selete, do que um vôo tenso ... sempre dá
certo, o parapente realmente voa. Fazendo um vôo seguro, com análise do vento (papo com o instrutor) ... onde estão os rotores, traçando uma rota de vôo segura, trabalhando a tranquilidade e a pressão dos freios, evolui-se muito mais do que simplesmente preocupar-se e fazer tudo pra chegar bem no chão. Mas na tranquilidade e despreocupação do vôo livre também rola um mal real. A surpresa, o não visto, o inesperado, a desatenção (que por distração não foi considerado).

Na realidade mescla-se tranquilidade com o vôo e compromisso com a pilotagem.

Voar bem deve significar voar pilotando, sem distrações desnecesárias. Claro que pode-se olhar a paisagem
fazendo vôo livre, afinal não teremos um carro perto pra colidir ... mas não podemos esquecer de voar com
segurança, controlando rolagem, pêndulos e cabeceios, sem perder projeção ... cortando o ar como navalhas.
Controlando a pendulagem natural do parapente, ao invés de criar pêndulos sem perceber, por puro nervosismo.
Nesses primeiros vôos, tente obedecer regras, o seu medo de voar perto do relevo e ocupe-se com criar uma
intimidade com o seu parapente. Não tem o que dar errado.

Estou agora no 13º vôo e percebo que a segurança na decolagem, seguindo um ritual pessoal,
sem influências externas, preocupando-se com o procedimento, com a sua segurança na decolagem,
garantem um vôo tranquilo no ínicio dos vôos de fim de tarde em motanha.

O vôo livre de parapente é bastante seguro, é uma aeronave que voa praticamente sozinha em condições
tranquilas - escolhidas pelo instrutor - o perigo nos cerca, mas uma seriedade sincera com os
procedimentos de um vôo seguro vão te garantir sucesso no vôo livre. Medo dá, mas passa, o que resta
é continuar tendo consciência de que é perigoso e continuar respeitando limites.

Ainda não enrosquei em nenhuma termal, só bati em uma de 1,5 m/s e passei reto por ela, ehehe ... chacoalha um
pouco e rola uma pendulagem. Devo enrolar um pouco mais nos vôos de lift, decolagem ás 16:00, com tendências a decolar dependendo do dia
ás 15:30. Acredito que preciso me acostumar ainda com a natureza do parapente, com as suas características
de vôo para me envolver em vôos com térmicas fracas.

A terceira parte "do chão ás nuvens" deve ser pulicada quando alcançar o 30º vôo. Creio que devo vir com boas
novidades.

Até a próxima!


início (primeira matéria)

Vôo ou não Vôo?

Essa pergunta ficou na minha mente por 3 anos!

Conheci o esporte num domingo qualquer, subi na Pedra Grande em Atibaia para fotografar vôo livre de asa delta e parapente e depois disso não abandonei mais o esporte. Eu tenho uma pasta com a data das fotos que fiz nesse dia, 12 de outubro de 2003 e desde lá venho estudando a possilidade de dedicar-me seriamente a fotografia de vôo livre.

Minha família se assustou com o envolvimento e logo apareceram frases do tipo; não me vá inventar essa história de voar hein!?!?!? E nem respondi, eu mesmo morria de medo da idéia. O simples fato de se ver em vôo era suficiente para repelir a impulsividade tão natural em mim. Parei pra pensar, confesso!

Os anos se passsaram e secretamente tomei a decisão de um dia voar. Enquanto isso iria observar e entender a mecânica do vôo. Confesso que sem ler nada a respeito e deixar-se ir com o vento das deduções, passaram-se 3 anos para que meu coração aceitasse ansiosamente a idéia de voar e a mente aberta e mais esclarecida, pedia, aulas de parapente.

Escolhi parapente por que para fotografia estar sentado ao invés de deitado já é um ponto a favor do parapente. Nele tenho numa visão de 360º e num vôo mais lento poderia ser rodeado em vôo facilmente por parapentes com performance igua ou superior a minha e asas. Considerando a praticidade e a possibilidade de acessar bolsos e tudo mais ... se tornou natural a escolha.

Foi exatamente após 36 meses - não me lembro o dia - outubro de 2006 que me decidi. Vou voar!

Por pura casualidade/coincidência a Ar Livre, escola de vôo livre aqui de Atibaia me ofereceu um curso de parapente. Aceitei na hora! As aulas começaram e é claro que a família não precisava saber de nada, risos.

Aulas no solo Aulas no solo Aulas no solo Aulas no solo

Minhas aulas foram aqui em Atibaia, no pouso ... no pé da Serra de Itapetinga, "cordilheira" da Pedra Grande. O lugar é bonito, o pouso bem bacana, as aulas engraçadas. O parapente não parava sobre minha cabeça. Mas não é díficil entender porque não parava e na 2º aula já consegui dominar um pouco mais o velame e então a evolução nesse sentido foi rápida e enquanto isso, corri para dois livros renomados aqui no Brasil, fonte pura de informação cruciais para a prática do parapente. Mapil do Paulo Pinto e Voando com ciência do Kurt Stoeterau.

Tudo mudou!

Comecei pelo Mapil que é um livro direcionado exclusivamente ás escolas, ou a alunos de escolas, inciantes e depois o Voando com ciência. Foi uma assoprada na neblina, abrindo totalmente o horizonte. Eu estava seguro, o vôo livre era uma garantia científica de que é possível voar e ter o controle total da sua segurança. Sempre me dei bem em matemática, gosto de ciências, principalmente a fotográfica, rs ... e ao ler algo científico consegui absorver de forma rápida e eficiente. Tenho uma ciência por trás as coisas ficam muito mais seguras.

Resumindo, um parapente ou uma asa delta são máquinas de vôo, ansiosas por vento relativo, para subir em ascendentes ou descer em descendentes de encontro a outras ascendentes e assim ir longe, talvez se fosse possível geograficamente/ metereologicamente como no Ceará, ir de São Paulo do parque do Ibirapuera á Copabacana no Rio de Janeiro.

O segredo era no ínicio decolar bem, deixar o velame simplesmente voar e depois realizar um pouso totalmente tranquilo, sempre no final do dia, horário onde as atividades térmicas estão ausentes e o que resta é uma brisa sem tubulência da decolagem ao pouso.

Após 3 meses de curso fiz meu 1º vôo. Poderia ter sido antes, mas não acelerei o processo e deixei o ano virar, as datas comemorativas acontecerem e então com um ano novo, começar 2007 voando.

Impossível dizer que a adrenalina não invade a corrente sanguínea e que dá medo decolar. Eu já tinha voado antes, feito vôo de duplo de parapente diversas vezes, incluindo em condições turbulentas, de trike na base na nuvem, mas sozinho não. É uma situação nova e é normal sentir medo! Apenas aceitei o medo (e q medo) e me concentrei no que tinha de ser feito.

Primeiro vôo Primeiro vôo Primeiro vôo Primeiro vôo

Foi simplesmente perfeito!

Na montanha, se fizer a inflagem do parapente perfeitamente alinhada com o vento é só atuar corretamente no momento de freiar a vela (decolagem cruzada) e num vento de 20KM/H apenas um mínimo movimento do corpo contra o vento já é possível sentir o parapente querendo ir embora, ansioso por vento relativo.

Após entrar em vôo só nos resta curtir a felicidade pessoal q é ter a coragem de enfrentar o desconhecido. Voar e ter nas suas mãos, asas. Não sei se vou conseguri descrever o que é isso, acho que só voando mesmo, mas arrisco uma.

Creio que todos quando crianças se imaginaram voando. Seja por Peter Pan, seja pelo vôo de uma Águia Real num desses documentários de vida selvagem (meu caso, hehe)... voar assim é algo impossível. Quantas vezes me imaginei sendo uma águia!?!?! Diversas. O vôo livre pra mim, é a forma mais real de se conquistar esse sonho. Voar de avião é bacana, mas não chega nem perto! O Vôo livre é voar como uma Águia ... é a forma mais realística, mais próxima do sonho infantil de voar. É você e duas asas, uma em cada braço!

Chegando no pouso - depois do próprio vôo em si uma etapa simplesmente fácil de se executar - fiz a aproximação por rádio com meu instrutor e pousei tranquilamente andando no gramado.

Após meses de aulas, horas a fio lendo e relendo os livros que citei, fui dominado por uma segurança real de que seria seguro decolar. Acho que esse é o sentimento mais correto para realizar Vôo Livre. Vejo muitas pessoas dizendo isso e nunca entendi ao certo, hoje entendo. Voar com segurança é voar quando você sente na natureza (na sua e na de fora) que é o dia certo para você realizar seu sonho de criança, o sonho de voar.

Fiz mais 2 vôos, o último foi agora 25/04/2007, quarta-feira e completamente bem sucedidos. Quando alcançar o 5º vôo vou iniciar o vôo de lift, que é o vôo sustentado pelo vento que vem de encontro com a motanha e cria uma ascendente, possibilitando um vôo sustentado e não mais direito para o pouso. Nessa fase começam os preparativos para vôos em horários mais quente, de encontro á tubulências e ás "térmicas" com ascendentes e descendentes.

O objetivo é contar pra vocês a experiência que é ir "do chão ás nuvens"!

Vai serbacana.

Venham comigo!

VEJA MEU PORTIFÓGLIO

video do meu vôo na Pedra Grande