
4/02
Galera
O Secco teve que mandar o reerva depois de ser atropelado em vôo.
Ele filmou tudo...
O cara bateu nele e nem para ajudar foi capaz!
O Secco ficou pendurado cerca de 5 horas num arvore, conseguiu ser resgatado
pois tinha um celular mexicano.
Seu equipamento detonou todo, a vela ( ou o que sobrou dela) ainda está na
árvore e vai tirar hoje.
Ragou tudo, reserva, selete, vela, vário quebrou rádio etc...
Foi por pouco que ele não se vai.
Graças a Deus o moleque tá bem.
ABS
Alemão
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02/02/
Foi um acidente, no início do vôo de teste de hoje, batendo no paredão de
rocha atrás do Penon , 2 kilometros à direita da decolagem. As condições ali
estavam fortes, com térmicas e turbulência. Os pilotos argentinos Tato e
Pitocco, o português Nuno Virgilio, o colombiano Abad e um inglês viram de
perto o acidente.
Eles explicaram o que aconteceu: Nuno viu que o piloto tinha uma mão fora do
freio, enquanto mexia em alguma coisa no seu porta-instrumentos. A vela (um
proto Advance que havia sido de seu companheiro austríaco Eichholzer), tomou
uma fechada e imediatamente o piloto pegou no freio ao mesmo tempo em que
algo lhe caía das mãos e parecia um papel.
A vela engravatou e ficou muito enroscada dentro das linhas da suspensão. O
piloto controlou a situação e conseguiu voar em linha reta, apesar do calor,
forte turbulência e rajadas. O piloto Tato teve que fazer uma manobra brusca
para evitar colisão com ele, já que com o colapso, a vela estava em giro.
Quando a vela já estava estabilizada, mesmo voando próximo ao paredão,
chegava o piloto ingles.
Aparentemente, a vela entrou numa térmica ou turbulência forte ao passar
para o outro lado, talvez buscando certa altura para tentar resolver a
situação. Porém encontrou uma térmica muito forte e deu vários giros de 360
graus com subidas e cabeceios muito fortes, batendo contra o paredão.
Pitocco viu como o piloto já estava twistado e em um destes giros violentos
se chocou contra o paredão, voltou a voar, a vela reabriu mas seguia
twistada e o piloto, com o primeiro golpe, perdeu o capacete. Em seguida
voltou a se chocar contra o paredão e despencou por ele.
Cláudio Vrgílio perdeu altura e tentou pousar; não conseguiu por ser um
local muito restrito. O paredão é rodeado de bosque e inclinado. O austríaco
Helmut Eichholzer conseguiu pousar próximo e deixou o parapente no meio do
caminho. Cinco minutos após pousar, chegava a equipe de assistência e
paramédicos (20 minutos após o acidente) que tinha tomado um caminho pela
crista do paredão que os deixou próximo do ocorrido.
Comprovaram que as lesões eram muito graves e o paramédico pediu o
helicóptero. Era uma exigência que fôsse o paramédico o responsável por
solicitar o helicóptero.
Então, 20 minutos após o acidente, se pediu o helicóptero e este levou uma
hora para chegar. Embora os paramédicos tenham conseguido reanimar o piloto
por 2 vezes e ele tenha recobrado a consciência, sua lesões eram muito
graves e ao fim de uma hora e meia, confirmaram sua morte. O helicóptero
estava tentando pousar por perto mas não encotrou nenhum ponto possível para
o pouso. Quando se confirmou a morte do piloto, o helicóptero foi embora.
Pessoal
Fiz uma tradução do relato das testemunhas do acidente fatal do piloto suíço
Stefan Schmoker de 25 anos. Não é perfeita mas dá uma idéia bem precisa do
sufoco que o piloto passou e que infelizmente culminou em seu falecimento.
Marcelo Montedonio
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03/02
Caro Brow-Brow e amigos,
Recebi um relato um pouco diferente do seu, no quesito "tempo" de socorro.
Chequei os links e detalhes do local, via Google Earth e também com um piloto que conhece o local, e percebo o seguinte:
1-Impossível que o para-médico tenha chegado em 20 minutos.
2-O piloto que pousou, percebendo o estado do amigo solicitou o helicóptero, mas foi informado de que somente o tal "para-médico" poderia pedi-lo.
3- O Para-médico chegou uns 45 minutos após a queda, e aí solicitaram o helicóptero, que demorou uma hora para chegar.
Em um acidente grave como este, um minuto pode ser a diferença entre a vida e a morte. Uma hora e quarenta e cinco....só a "sorte" poderia tê-lo salvo.
Um campeonato mundial sediado em local que o helicóptero esta a uma hora de translado deveria ser proibido...o que de fato é...pelo próprio regulamento da FAI.
FAI esta que gosta de escrever regulamentos, mas não gosta de cumpri-los.
Fica muito fácil achar que o problema não é nosso, pois afinal o piloto que morreu não era amigo nosso nem parente....mas....que tal se colocar na posição dos amigos e da família????
Sei que o local é pancada e extremamente turbulento. Sei também que o piloto era jovem e jogava duro, assim como a maioria dos pilotos de ponta, Isso é inerente a idade, pois nos meus 25 anos também jogava duro e não temia morrer em combate.
A questão que me salta aos olhos é:
Sabendo que a garotada esta com a faca nos dentes e jogando duro, entendo que deveria ser de competência dos organizadores, da FAI e dos "pensantes" em geral, ter uma preocupação maior para com os jovens e tentar fazer o máximo possível para mantê-los vivos. Isso se faz escolhendo melhor os locais para o mundial e isolando áreas evidentemente perigosas ao vôo e a um possível resgate.
Tenho certa experiência nestes casos por ter militado na área de resgate por algum tempo, e quem trabalha com isso sabe que muitos riscos podem ser minimizados se tiver alguém que REALMENTE se preocupe com isso...e não só da boca pra fora!
O garoto morreu como guerreiro, mas fica sempre a sensação de que poderia ter sido salvo...se fosse cumprido o regulamento da FAI para eventos N-1, onde é OBRIGATÓRIO o serviço de resgate por helicóptero, estando a aeronave a disposição dos pilotos, e não à uma hora de vôo (350kms).
A FAI é uma zona...isso já tive a chance de perceber, mas os pilotos se comportam como Gnus, que ao verem o leão espreitando sua marcha, somente correm para o centro do bando e ficam rindo dos que estão na beirada!
Vergonhosa a atuação da FAI.
Lamentável a atuação dos competidores!
Abraços a todos os Gnus...que aqui temos aos montes também!
Tuzim.