O CUMULONIMBUS
O cumulonimbus, também chamado de CB, recebeu o sufixo
de "nimbus" que quer dizer chuva. Segundo o espírito dos outros nomes
dados aos cumulus, o CB poderia ter sido mais apropriadamente chamado de cumulus
discomunalis, ou
cumulus monstruosus, ou cumulus maximus, ou cumulus fantasticus,
ou então
cumulus "aiaiai", ou cumulus "puts grila".
Qualquer um destes sobrenomes
parece ser mais apropriado do que simplesmente um aguado "nimbus".
Porém o
entusiamo do criador do nome dessa nuvem, nesse caso, estava
de férias. Ou
então talvez até a idéia do criador do
nome fosse a de amenizaar um pouco
uma manifestação essencialmente violenta e potente.
Bem, vamos ao que
interessa.
Tornar-se um cumulonimbus é o que todo cumulus mediocres
"sonha. Para tal há uma série de quesitos que precisam ser
preenchidos pela atmosfera
habitada por ele. Um deles é a existência de
uma frente, contudo vamos
deixar esse caso de lado, pois nas referidas circunstâncias
a existência do
CB é "muito forçada", dispensa até
explicação já que a frente é uma
térmica
de proporções gigantescas que arrasta enormes
porções de ar aquecido para
cima. Existe, porém, a hipótese de não
haver CB'S associados a uma frente,
o que é possível quando a umidade do ar for
baixa demais.
Então agora nos dedicaremos ao estudo de um cumulonimbus
que se formou
isoladamente.
Todo CB nasce na forma de um cumulus mediocris que se desenvolve
progressivamente nos demais estágios já vistos.
Se o gradiente térmico for
suficientemente elevadol até o final da troposfera,
e a umidade do ar for
alta, as condições estarão favoráveis
à formação de um CB.
Como ocorre com o cumulus congestus, o CB é fruto de
uma região onde a
ascensão do ar ocorre de forma mais generalizada, ou
seja, várias pequenas
baixas pressões que coincidentemente estão localizadas
próximas umas das
outras, se agrupam e formam um centro de baixa pressão
numa escala que pode
corresponder a alguns quilômetros quadrados, aliás
o CB é consquência de um desenvolvimento mais acentuado de um cumulus congestus, um
congestus que ao
invés de dissipar preferiu continuar a explodir verticalmente.
Mas não são somente a umidade do ar, bem como
a sua instabilidade, que
contribuem para que a nuvem atinja proporções
descomunais - há registro de
CB'S que ultrpassarm 25 km de altitude na linha do equador. Outro
fator
importantíssimo que veremos agora, também contribui
significativamente para
um desenvolvimento vertical acentuado dessa nuvem.
Quando a água muda de estado há uma quantidade
grande de energia
envolvida nesse processo.
Se imaginarmos a quantidade de energia consumida para evaporar
um litro
de água numa panela sobre o fogo, percebemos que o
tempo levado para total
evaporação desse litro requer o consumo de muito
calor.
Invertendo-se o processo, ou seja, transformando-se o vapor
de água em
um litro de água líquida, condensando um litro
de água, esta liberará,
devolverá para o ambiente, a mesma quantidade de calor
que foi consumida na
evaporação.
Pois é justamente o calor liberado nas mudanças
de estado da água que
contribui para que o cumulonimbus adquira o que chamamos de
"vida própria".
A partir de uma certa fase de desenvolvimento do nosso "amigo",
haver ou não
uma térmica, por maior que seja, passa a não
ser mais tão representativa
para o seu crescimento. Todo o calor gerado dentro da nuvem
faz com que
naquela região tenhamos uma baixa pressão que
independa de um chão
ensolarado.
Para termos uma vaga idéia da energia envolvida num
CB, faremos uma
comparação com a hidrelétrica de Itaipu:
O CB gera eletricidade devido ao choque das gotas de água
e das pedras
de gelo que estão ali com que num imenso liquidificados.
Correntes de ar
ascendetes de mais de 300 km/h juntamente com descentes, tão
violentas
quanto, fazem com que toda aqual água e gelo se atritem
a ponto de ficarem
eletricamente carregados. Daí um CB produzir as descargas
elétricaa a que
chamamos de raio.
A poderosa linha de transmissão de energia elétrica
que liga a usina
hidrelétrica de Itaipua a São Paulo apresenta
a seguinte grandeza: 300.000
volts com 30.000 amperes.
Pois então, uma única descarga produzida num
CB chega a ultrapassar
100.000.000 volts com 500.000 amperes. E quantas descargas
vemos produzidas
num CB?
Diante desse números, os comentários são
desnecessário.
Concluímos então que o nosso "coleguinha"
é ainda uma poderosíssima
usina de energia elétrica.
Por definição meteorológia um cumulus
congestus passa a ser chamado de
cumulonimbus qunado apresentar descargas elétrica ou
então quando do seu
topo forem espalhados cirrus na forma de uma bigorna ou de
um vasto penacho.
Bem, é inútil dizer que o CB não é
muito bom para a nossa saúde se
estivermos voado, dividindo o mesmo espaço com ele.
A própria aviação
comercial desaconselha veementemente o vôo nas proximidade
de um CB, e
cosidera que prosimidade seja uma distância de até
60 km da nuvem. Contudo,
na prática, não é o que ocorre na aviação
comercial e lnem no vôo livre.
O fato é que, inevitavelmente, sempre haverá
uma situação prática que
nos envolva pouco ou muito com efeitos de um CB, por isso
agora
desenvolveremos um estudo que visa uma compreensão
mais profund e lúcida
acerca do comportamento de um cumulunimbus.
Há mais pré-conceitos emtorno do assunto cumulonimbus
do que em qualque
outro assundo de natureza meteorológica. Nem sempre
o"monstro" é tão
agressivo quanto se fala, enem sempre o "monstro"
sossega qunado a chuva
começa. Um dos equívocos mais clássicos
que cometermos é analisarmos um CB
através da ciência "achista".
Frases como: "...o CB puxa..." , ou, "...acabou
o problema, pois o CB já está chovendo..." ou pior ainda, "...eu só
entubei numa pontinha da nuvem
por isso estava tudo sob controle..." ou então,
"...este vento está levando
o CB embora..." são uma constante que infelizmente
refletem uma perigosa
ignorância de quem as pronuncia leviamente, sem um mínimo
conhecimento de
causa.
Eu mesmo já imaginei e falei inúmeras asneiras
sobre os CB'S, até
perceber que o fenômeno era um pouco menos simples do
que eu imaginava. O
problema reside na falta de experiência e principalmente
na ignorância de
princípios básicos que regem os fenômenos
atmosféricos.
Frisando novamente, veremos aqui como se comprta um CB de
formação
isolada, ou seja, que não está associado a uma
frente. Uma frente apresenta
uma linha de CB'S cujo comportamento difere completamente
do padrão de
comportamento de um CB "normal" que veremos em seguida.
O que deve ser
destacado é que em dias de possível visualização
de CB'S gerados por uma
frente, o vôo deveria ser abortado, pois a chance de
um comportamento
imprevisível desses CB'S, ou seja, da frente, é
muito grande.
Bem, a primeira coisa que precisamos entender é que
um CB apresenta três
fases distintas, e que em cada uma dessas fases ele retrata
um comportamento
completament diferente.
Primeiramente devemos definir como identificar visualmente
um CB em
formação. Como se trata de uma fase inicial,
o CB ainda não atingiu o máximo
do seu tamanho, ironicamtne ele ainda não é
um CB, apresenta tendência a
ser, ele é um cumulus normal com um desenvolvimento
vertical bastante
acentuado. O que percebemos é que esse crescimento
ocorre de maneira
acelerada e exagerada, acarretando num intenso congestinamento
dessa nuvem
acima da média das nuvens em volta na mesma região,
ou seja, é um cumulus
que está sobressaindo-se aos demais, está destacndo-se
qunato à velociade de
seu crescimento e ao seu tamanho.
Outro aspecto visual importante, é que as protuberâncias
no topo desse
cumulus avantajado estão emplena expansão, é
possível ver o movimento como
se fossem explosões, e todo o topo da nuvem apresenta
uma definição bastante
clara dos seus contornos.
Ocorre também que a base da nuvem fica progressivamente
mais escura,
além de ocupar uma região cada vez maior.
O interessante é que nessa fase a nuvem ainda não
está produzindo chuva,
e normalmente ainda não está trovejando. Ou
seja, a rigor só poderemos
classificá-la realmente de CB numa fase amais adiantada,
qunaod houver
descargas elétricas, ou quando o topo da nuvem for
barrado pela tropopausa e
com isso produzier uma bigorna.
Kurt Stoeterau
Alexis
Veja outras informações sobre nuvens na sessão Meteorologia aqui no Guia 4 Ventos
topo |