LIGANDO O INSTRUMENTO:

1.1 - Ligando e desligando – botões do aparelho
- para ligar apertar a tecla on/off por 1 seg e confirmar com enter.
- para desligar apertar a tecla on/off por 3 segs e confirmar com enter.
- botões de dupla função: toque normal ou pressionado por 2 segundos

1.2 – Barra de informações superior
- informa o número de satélites adquiridos e a força do sinal. Importante: ligar o aparelho um pouco antes de decolar para dar o tempo necessário para a aquisição dos satélites.

- informa o número da página no mostrador (P1, P2 ou P3).

- informa o nível de voltagem, as horas disponíveis para uso e um display gráfico de carga da bateria
1.2 - Campo de informação
As diferentes informações e funções que podem ser ajustadas neste campo são alternadas com a tecla F1.
- altímetro A1 (apenas até o vôo começar).
- last wpt/next wpt/start time (apenas quando a comp. route está ativa).
- altímetro A2.
- limite do alarme de sink.
- componente de vento manual / auto wind.
- ao pressionar a tecla Enter / Info o campo de informação fornece as coordenadas instantâneas
1.3 - Menu SETUP
- permite o acesso a todas as funções básicas e configurações do aparelho.
- é mais fácil fazer as configurações de setup com o software Flychart.

2 – Informações primárias do display e funções básicas de vôo

2.1 - Altímetros e pressão do ar

a altitude é mostrada pelo número grande no primeiro campo fixo.

A1 – altímetro 1 – QNH – deve ser ajustado de acordo com a altitude real do ponto de ajuste, por exemplo 505 mts na Pedra Bonita. Caso a altitude do local seja desconhecida, pode ser programado pela altitude do GPS utilizando a tecla F2 (se o GPS não estiver captando a altitude esta será estimada pelo QNH padrão ao nível do mar, 1013,2mb. (obs se for 0 = QFE)

A2 – altímetro 2 – altímetro relativo – pode ser ajustado a qualquer momento pelo piloto apenas para fins de medição de determinada altitude em relação a um ponto. Apertando F2 neste modo de altímetro o mesmo será zerado.

A3 – não pode ser ajustado, mostra o ganho total de altitude durante um vôo. Para 2 pilotos que tenham feito o mesmo percurso, o que tiver o menor valor de A3 será o que terá voado mais eficientemente.

FL – nível de vôo – QNE – altitude tomada como referência à pressão padrão de 1013,2mb.

QNH – para ajuste da pressão ao nível do mar caso esta seja conhecida (internet, ATIS, celular)


2.2 - Vario Analógico

*faixas: primeiro estágio: +- 4 m/s / segundo estágio: +- 8 m/s

* dampening do vario ou amortecimento (¹ vario integrator): é o intervalo de tempo sobre o qual as taxas de subida são avaliadas (averaged) para serem mostradas no display analógico e soarem pelo vario acústico. É ajustado no Filtro 2.
Filtro 1 - resposta de áudio ajustável entre 0,1s e 1s (entre 1 e 10) determina a rapidez com que o tom do vario começa ou para de soar quando se entra ou sai de lift


Filtro 2 - dampening ajustável entre 0,6s e 4 s (entre 6 e 40) sendo 1,2s (12) default
- ar calmo = valores menores / turbulento = maiores


Ajuste de velocidade de vôo nas térmicas – linha radial. Mesma linha do indicador de McCready, aqui com outra função.

total energy compensation TEC – elimina a interpretação de uma conversão de velocidade em altitude como sendo uma ascendente.
- pode ser ajustada entre 0% (qualquer ganho de altitude mesmo causado por empurrar a barra radicalmente fará o vario apitar) e 100% (qualquer redução de velocidade devido a turbulências horizontais será interpretada como motivo para filtrar o vario).
- na prática são utilizados valores entre 60 e 80 %.

2.3 - Vario digital: vario integrado (integrator) e vario netto (netto vario)


é o segundo campo fixo


resolução de 0,1 m/s


faixa de +- 70 m/s


funciona como vario integrado e não vario instantâneo (o analógico é instantâneo apesar do dampening), ou seja, mostra a média da razão de subida por um período definido pelo usuário entre 1 e 30 segs


pode funcionar como um vario netto ou seja, mostrando a razão de subida/descida após ser filtrada da razão de descida inerente ao planeio da asa


pode ser programado para funcionar como integrado enquanto nas térmicas e como netto durante as tiradas


o modo netto é muito útil para verificação da precisão da polar inserida no aparelho


o modo em uso é indicado por escrito sobre o número do vario digital

2.4 – Velocidades

a velocidade é mostrada simultaneamente em formato digital e analógico. O digital é o terceiro campo fixo acima da altitude, e o analógico é o preenchimento da barra vertical à direita do display.

pode ser mostrada como velocidade indicada ou velocidade real, o modo escolhido aparece indicado sob/sobre o display de velocidade digital.

os aparelhos podem usar tubo de pitot (velocidade indicada) ou hélice (velocidade real).

a velocidade real só é igual à indicada ao nível do mar, para todas as outras altitudes a real será maior do que a indicada (2% maior a cada 300 mts).

pode ser usado um fator de correção para ajuste fino da velocidade indicada, o ajuste default é de 100%.

se o pitot, ou hélice, estiverem desligados, é possível ter uma velocidade calculada pelo aparelho levando em conta a velocidade no solo indicada pelo GPS composta à velocidade do vento. (campo definido pelo usuário: CalcAirspd) Para isso é necessário voar em círculos de cerca de 12 segs (20 graus de inclinação aproximadamente), para o instrumento medir a velocidade do vento pela deriva da asa.

a barra vertical de velocidade fornece ainda as seguintes informações: velocidade instantânea de melhor planeio (speed ring=0) e velocidade de estol (fixa) . A velocidade de estol só aparecerá, naturalmente, se o piloto a tiver inserido, acima de 20Km/h (ou 30Km/h no display de alta).

 

 
2.5 – Rosa dos Ventos / Seta “Goto”

funciona como uma bússola GPS geográfica no display de 6 campos (na verdade 7) ou seta goto no display de 4 campos (na verdade 5).


quando o progresso do piloto (track) está direcionado dentro de uma variação de +-10 graus em relação ao objetivo a ser alcançado aparecem as setas laterais.

*quando o piloto deixa uma térmica com razão de subida mínima de 1m/s, aparece uma pequena seta auxiliar no disco externo indicando a direção a ser seguida pelo piloto caso ele queira retornar à esta térmica. Neste caso voar-se-ia de forma a deslocar esta pequena seta para o topo da rosa dos ventos.


*quando o piloto está fazendo uma rota, aparece uma segunda seta “fantasma” indicando a direção para o waypoint subseqüente, ou seja, a direção para a qual o piloto deverá se virar imediatamente após a aquisição do próximo waypoint. Neste momento a seta fantasma se torna a nova seta ativa e uma nova seta fantasma aparece, a menos que o próximo wpt seja goal.


*No modo rosa dos ventos a direção estimada do vento, conforme calculada pelo aparelho em função da deriva da asa enquanto enrosca, é representada por uma pequena biruta que indica a direção da qual o vento vem. Na hora do pouso o piloto deverá fazer alguns círculos completos sobre a área de pouso e idealmente esta biruta deverá estar no topo da rosa dos ventos para um pouso contra o vento.

2.6 – Indicador de Best Glide

Do lado direito da escala analógica de velocidade aparece uma seta negra que indica a melhor velocidade de planeio instantânea em função das seguintes variáveis: velocidade, razão de subida/descida, vento e polar inserida no aparelho. Quando perseguindo esta seta é importante estabilizar a velocidade para estabilizar também a seta, caso contrário persegue-se a seta sem parar e o objetivo não é alcançado.

2.7 – Indicador de Razão de Subida Média

 


A velocidade de uma térmica pode variar bastante não só ao longo do dia como também dentro de uma mesma térmica. A razão de subida média serve justamente para fornecer um valor médio de como estão as ascendentes num período de tempo entre 30 segundos e 10 minutos. O fato de o display deste valor ser mostrado num arco radial ao variômetro analógico é para referenciar imediatamente o indicador de McCready.


2.8 - Indicador de McCready


Este indicador tem dupla função. Durante as térmicas ele indica se o piloto está voando rápido demais para a ascensão média conforme indicada pelo indicador de razão de subida média, permitindo ao piloto desacelerar e, assim, otimizar a razão de subida. Não deve-se no entanto sacrificar a segurança voando de acordo com esse indicador quando a condição está muito turbulenta, recomendando velocidade de segurança mais elevada do que a velocidade ótima de ascensão.
Durante o planeio, novamente em função das variáveis velocidade, razão de subida/descida, vento e polar, este indicador aponta para o índice de McCready correspondente à velocidade com a qual o piloto está conduzindo a asa naquele instante. Ou seja, aponta para a razão de subida da próxima térmica para a qual a velocidade atual do piloto seria a velocidade ótima.
Este indicador nunca deverá entrar em território negativo durante o planeio pois isto significaria que o piloto está voando lento e com alta taxa de afundamento o que só se justificaria se a intenção fosse retardar o pouso devido a tráfego de outras asas na área de pouso. Se o objetivo fosse pousar mais rápido seria mais eficiente voar com maior velocidade e conseguir maior taxa de afundamento.

3.2 - Tom de subida (ascent tone)

botão de nível do volume : alterna entre 0 – 25 – 50 – 75 - 100% de nível do volume

threshold: limiar de início do tom de ascensão. Ajustável entre 0,02 e 0,2 m/s.

frequency: freqüência do tom, ajustável entre 600 e 1.400 Hz. Ajuste padrão é 1.200Hz.

modulation: taxa de aumento da freqüência com aumento de razão de subida. Ajustável entre 2 e 9. Num dia de térmicas fracas um ajuste de 9 permitiria que o piloto captasse nuances da diferença de taxas de ascensão baixas. Ou seja, há um alargamento das freqüências usadas nas ascendentes fracas. No ajuste 2 este alargamento seria sentido nas freqüências elevadas, que soam durante as térmicas muito fortes. O ajuste padrão é o 5.

dampening: uso da média de ascensão ao invés da taxa instantânea, que causaria muitos beeps de freqüência errática. Pode ser ajustado entre 1 e 35, onde 1 seria instantâneo causando o “efeito piano” e 35 seria muito lento. 8 é o padrão.

pitch: regula o intervalo entre os “pi-pi-pis” e suas pausas. Ajustável entre 1 e 7, onde 1 causa um pi longo e pausa longa e 7 causa pi rápido e pausa rápida. O padrão é 3.

changeable beep: ajustável somente no aparelho, permite variação da freqüência durante o próprio “pi”. Pode ser ajustada como “0” = “não varia a freqüência” ou “1” = “varia”.

3.3 – Tom de perda ou afundamento (sink tone)


é um tom sonoro contínuo que permite que o piloto identifique áreas de descendentes muito fortes e acelere para sair dessas áreas rapidamente


leva em conta a razão de descida total, ou seja, não é como o netto vario, de forma que quanto mais o piloto acelera mais aumenta a razão de descida e o alarme soa ainda mais grave


pode ser programado através de 2 características: o limite de razão de descida a partir do qual o tom inicia e a freqüência do tom.


pode ser ativado ou desativado em vôo, usando o botão Quando ele é ativado em vôo, o tom é ouvido brevemente e o display gráfico mostra o limiar escolhido.


pode ter o limite de razão de descida mencionado acima alterado em pleno vôo através da combinação das teclas F1 para selecionar o modo “S. Thr” e das setas para selecionar o nível deste limite ou, neste modo, usar a tecla F2 para alternar entre tom de perda ligado ou desligado, similarmente a quando se pressiona o botão por si só.

3.7 - Indicador de McCready - Funções Acústicas

para ativar as funções acústicas de McCready deve-se pressionar o botão . Pressionado novamente, este botão desativará a função acústica de McCready.
os sons de McCready consistem basicamente em 2 tons distintos que não podem ter suas características de freqüência alteradas.
o primeiro tom indica, através de sua freqüência, se o piloto está voando rápido ou devagar, ou seja, com um speed-ring agressivo ou conservador. Este tom tem um padrão que ajuda a diferenciá-lo do som normal do vario, pois tem um ritmo de 1:4, ou seja, um tom e 3 pausas (o vario normal é 1:1). Além disso normalmente este tom estará separado do vario normal por estarmos em planeio e não em térmicas.

o segundo tom indica que o piloto está voando abaixo da velocidade de melhor planeio, ou seja, o indicador de McCready está entrando em território negativo e o piloto não está ganhando nem em razão de planeio e nem em altura de chegada. Este tom é grave e tem um intervalo de sequência bem rápido. (tu-tu-tu-tu)
quando o som de McCready é ativado a faixa de razão de subida média muda de cor de sombreada em cinza para preta sólida.
é possível ajustar uma “zona morta” sem áudio de McCready em torno de uma razão de subida definida pelo piloto, na qual nenhum som de McCready será ouvido, indicando que o piloto está voando na faixa ideal de McCready. Se o som voltar a ser ouvido com baixa freqüência, o piloto deverá acelerar, se ele voltar a ser ouvido com alta freqüência o piloto deverá voar mais devagar.
a largura da zona morta pode ser ajustada pelo piloto assim como um atraso até que os sons de McCready comecem a soar, quando o piloto deixa uma térmica, permitindo assim que o piloto busque um reposicionamento na térmica sem que o McCready comece a soar imediatamente.
se a “zona morta” dos sons de McCready tiver sido ajustada pelo piloto a cor sombreada no arco externo indicará os limites da zona.
a posição do indicador de McCready no dial no instante em que o botão de som for ativado será definido como o centro da zona morta. Caso o piloto queira trocar o miolo da zona morta ele deverá pressionar novamente o botão acústico de McCready para desativar o som e mais uma vez para reativá-lo no momento exato em que o indicador de McCready estiver indicando a posição desejada para o novo miolo da zona morta.

3.7 Campos Definidos pelo Usuário – User Fields
Podem ser definidos no Flychart ou diretamente no aparelho através das setas da esquerda para percorrer os campos e seta para cima e para baixo para percorrer a lista de campos de informação.

[QNH]
[FL]
[Alt 3]
[Alt 2]
[Alt a. WP] *
[Alt a. BG] *
[Alt a. Goal] *
[Flighttime]
[Time]
[Temp]
[Track] *
[Bearing] *
[Dist to WP] *
[Dist to ^] *
[Dis t Goal] *
[Dist Tkoff] *
[Dist T. Cyl] *
[XT Error] *
[Spd-Diff] *
[Gnd speed]
[WindSpeed]
[CalcAirspd]
[L/D req.] *
[L/D air] *
[L/D gnd] *
[L/D r. Goal] *
pressão do ar em inHg (polegadas de mercúrio) ou hPa (hectopascal)
nível de vôo em ft
ganho total de altitude durante o vôo
altitude de referência (pode ser modificada antes ou durante o vôo)
altitude de chegada sobre o próximo waypoint ou goal voando McCready
altura acima da linha de melhor planeio até o próximo waypoint ou goal
altura acima da linha de melhor planeio até o goal considerando o circuito remanescente
tempo de vôo
hora (do relógio)
temperatura (a temperatura faz com que o display ajuste o contraste automaticamente)
direção geográfica na qual o piloto está progredindo
direção geográfica de uma reta entre o piloto e o próximo waypoint
distância até o próximo waypoint
distância até a última ascendente
distância até o goal considerando o circuito remanescente
distância até o ponto de decolagem
distância até a borda do cilindro de largada / intermediário / chegada
distância perpendicular entre o piloto e a linha imaginária que liga o último waypoint e o próximo
componente do vento (diferença entre a velocidade no solo e a velocidade verdadeira)
velocidade no solo
velocidade do vento
velocidade da asa calculada pela composição da componente do vento com a velocidade no solo
L/D requerido para atingir o próximo waypoint
L/D instantâneo em relação ao ar (velocidade verdadeira / perda)
L/D em relação ao solo (velocidade no solo / perda)
L/D requerido para atingir o goal levando em conta o circuito remanescente

4 – Campos definidos pelo usuário detalhamento (*)

4.1 – Altitudes sobre alvos

[Alt a. BG] altitude sobre o best glide é a altitude estimada de chegada sobre o próximo waypoint, seja ele um ponto da rota ou um ponto avulso selecionado pelo Goto, assumindo que o piloto voará na velocidade de melhor planeio, ou seja, objetivando chegar sobre este waypoint com a maior altitude possível.

[Alt a. WP] altitude sobre o waypoint é a altitude estimada de chegada sobre o próximo waypoint, seja ele um ponto da rota ou um ponto avulso selecionado pelo Goto, considerando que o piloto voará na velocidade de McCready apropriada, isto é, objetivando chegar no waypoint no menor tempo possível. Durante uma tirada este campo está assumindo que o piloto voará na velocidade de McCready mostrada pelo indicador de McCready corrente, no entanto, durante uma ascendente, este indicador é estimado pela taxa média de ascensão dos últimos 30 segundos, daí poderá resultar uma significativa variação neste campo durante uma tirada caso o piloto resolva voar com o indicador de Mc Cready muito diferente do que vinha sendo a taxa de ascensão da última térmica.

[Alt a. Goal] altitude sobre o goal é a altitude estimada de chegada sobre o Goal, levando em conta que o piloto ainda vai sobrevoar todos os waypoints intermediários e vai voar na melhor velocidade de planeio. Quando este valor se torna positivo indica que o piloto já tem altitude suficiente para completar a prova, embora não necessariamente isso indique que, caso ele pare de subir e comece a tirar no melhor planeio para completar o percurso, ele vá chegar antes do que um piloto que procure voar de acordo com McCready, subindo mais nas térmicas e procurando o Alt a. WP positivo para cada waypoint intermediário.

Todos esses campos têm sua cor invertida - os números pretos se tornam brancos e o fundo se torna preto - quando eles se tornam positivos, chamando a atenção do piloto para o fato de que ele já tem altitude positiva de chegada sobre um ponto.

A componente do vento Speed-Dif ou Wind Comp é um fator fundamental em todos os cálculos de altitude sobre alvos, e ela é, por padrão, calculada automaticamente pelo aparelho pela deriva na última térmica ou curvas de 360 graus. Caso o piloto discorde da avaliação do aparelho, seja por intuição, prévio conhecimento do sítio de vôo ou ainda por informações passadas por sua equipe de solo, e espere um vento diferente daquele medido pelo aparelho, é possível usar a tecla F1, percorrer o campo de informação até o item HT Wind Auto (Head Tail Wind) e em seguida usar as setas para cima e para baixo para inserir a velocidade de vento a ser aplicada nos cálculos. Números positivos significam ventos de cauda e números negativos, ventos de frente. Para retornar ao modo automático de avaliação do vento basta apertar a tecla F2 (Auto Wind).
4.2 – Direcionamento

[Track] o track é o RUMO, ou seja, o ângulo entre o Norte Verdadeiro e a linha que a asa está efetivamente percorrendo sobre o solo.

[Bearing] o bearing é o ângulo entre o Norte Verdadeiro e uma linha reta entre a posição atual da asa e o próximo waypoint a ser sobrevoado. Ou seja é a rota que deveria estar sendo percorrida pela asa para chegar ao próximo waypoint no menor tempo possível. Se o Bearing ficar igual ao Track a asa estará indo diretamente para o waypoint evitando o efeito “dog-leg”.

[XT Error] o Crosstrack Error é a distância perpendicular entre a posição atual da asa e a “perna ativa”, ou seja, o rumo original entre o último waypoint e o próximo. Basicamente este número mostra o desvio entre o piloto e a linha ideal inicial entre os 2 waypoints em questão. Este número está sujeito a erros e ele será tanto maior quanto maior for o comprimento da perna ativa e quanto menor for o XT Error em si.

4.3 – Distâncias

[Dist to WP] a distância para o waypoint é a distância entre a asa e o próximo ponto programado para ser sobrevoado, seja ele um ponto de uma rota ou um ponto inserido através de Goto

[Dist to ^] a distância para a última térmica mede a distância entre o piloto e a última térmica com mais de 1m/s de razão de subida.

[Dis t Goal] é a distância a ser percorrida até o Goal, levando em conta todas as pernas intermediárias até o Goal e o sobrevôo de todos os waypoints remanescentes da rota.

[Dist Tkoff] é a distância reta entre a asa e o ponto de decolagem. Não leva em conta o caminho intermediário percorrido.

[Dist t. Cyl] é a distância entre a asa e um cilindro da rota de competição, seja ele um cilindro de largada, de waypoint, ou de chegada.

[Dist t. Ctr] é a distância entre a asa e a área restrita programada, a fim de manter o piloto afastado da mesma.

4.4 – Razões de planeio L/D

[L/D air] é a divisão da velocidade no ar verdadeira pela razão de descida: L/D air = TAS/Sink Mede a razão de planeio com relação ao ar.

[L/D gnd] é a divisão da velocidade no solo pela razão de descida: L/D gnd = GndSpd/Sink Mede a razão de planeio com relação ao solo.

[L/D req] é o L/D mínimo sobre o solo (L/D gnd) que a asa deverá manter para alcançar o próximo waypoint com altitude zero. A altitude do próximo waypoint tem que ter sido informada corretamente para este campo dar informações úteis. É a divisão entre a altitude do piloto e a distância linear entre ele e o próximo waypoint. L/D req = Dist to WP / Altitude

[L/D r. goal] é o L/D mínimo sobreo solo (L/D gnd) que a asa deverá manter para alcançar o Goal levando em conta as pernas remanescentes da rota. Não leva em conta no entanto o fato de, eventualmente, algum waypoint intermediário não ser alcançável com altitude positiva. É a divisão entre a altitude do piloto e a distância linear entre ele e o Goal. L/D req = Dist t Goal / Altitude

5 – Uso das Páginas

Há possibilidade de escolher um display com vario de barra vertical ou o display de vario circular.

Há possibilidade de se programar 3 diferentes páginas, com a flexibilização de escolher um display de 6 campos pequenos ou 4 campos grandes, o que permite ao piloto personalizar o aparelho para diferentes fases do vôo

Como existe um campo adicional, que aparece abaixo da altitude, que está sempre presente, tanto no chamado display de 4 campos como no chamado display de 6 campos, a escolha é, na verdade, entre um display de 5 campos ou 7 campos definidos pelo usuário.

Sugestão de utilização das páginas

Página 1: para antes do início da prova, display de 6 campos (7)
TIME / DIST TO WP / DIST TO CYL/ FLIGHTTIME / WINDSPEED / GNDSPEED / SPEEDDIFF (ou em vôo livre DIST TOFF)

Página 2: para durante a prova, display de 6 campos (7)
DIST TO CYL / DIST TO WP / ALT A BG / ALT A WP / L/D REQ / L/D GND / GNDSPEED

Página 3: somente para a tirada final, display de 4 campos (5)
DIST TO WP / ALT A BG / ALT A WP / L/D REQ / L/D GND

Observação sobre o display: às vezes, quando é feita uma atualização do firmware, pode haver um reset do contraste do display que causa um escurecimento total da tela. Neste caso não entre em pânico, use o flychart para reduzir o contraste e tudo voltará ao normal.


6 – GPS

o GPS pode ser ligado ou desligado pressionando o botão por 3 segundos. Desligar o GPS diminui consideravelmente o uso de energia da unidade.

uma vez ligado, é necessário que o GPS receba ao menos 4 satélites para estabelecer aposição inicial, a partir daí apenas 3 satélites são suficientes para navegação em 2D (sem altitude). Entretanto para navegação 3D e validação de arquivo IGC 4 satélites são necessários. A força do sinal e o número de satélites recepcionados ou “adquiridos” são mostrados na barra do topo da tela. Dessa forma é altamente recomendável ligar o GPS vários minutos antes da decolagem para garantir que o aparelho está com 4 satélites capturados e assim validar o arquivo IGC.

quando o GPS perde totalmente a conexão com os Satélites ou o aparelho é levado desligado a uma nova posição a cerca de 200Km de distância da última posição captada, podem ser necessários cerca de 10 minutos até que o GPS se oriente novamente. Mais um bom motivo para se ligar o GPS bem antes do início do vôo.

a bússola e as direções de vôo são alimentadas pelo GPS e não por sinais magnéticos e assim representam o Norte Verdadeiro e não são afetadas por proximidade de campos magnéticos. A bússola depende de movimento para mostrar uma direção, quando a unidade está parada a bússola não funciona corretamente e as direções mostradas não são confiáveis.


pressionando a tecla brevemente alterna-se entre as páginas de informações (1, 2 e 3) e a página de mapa em tempo real do GPS. Esta página mostra a rota da asa e um ícone para a asa (seta), as pernas da rota programada, os waypoints, e os cilindros da rota de competição. O vario digital, a altitude e a velocidade no ar continuam, sendo mostradas abaixo do mapa e o som do Vario continua funcionando. As teclas F1 e F2 são usadas para Zoom IN e Zoom OUT e pode levar alguns instantes até o mapa ser redesenhado enquanto a palavra “wait” aparece na linha de status.

7 – Inserção de Waypoints, Rotas e a Rota de Competição (Competition Route)

7.1 – Inserção de Waypoints

podem ser inseridos automaticamente utilizando o botão Mrk o qual criará um waypoint de nome genérico, por exemplo: M.15.03 11:38:45 onde M significa Marker, 15.03 é a data e 11:38:45 é a hora da criação do ponto. Este método pode ser utilizado também durante o vôo.

podem ser inseridos no próprio aparelho o que é bastante trabalhoso pois exige a entrada de cada ponto acompanhado de suas coordenadas e sua altitude (opcional)

é muito mais vantajoso usar um software para esta função (Flychart, CompeGPS, See You, Maxpunkte, GPS Track Maker, etc)

o formato “.fw5” é simples e é o único através do qual o aparelho reconhece a altitude, o que permite usar as funções de estimativa de altitude de chegada sobre o waypoint e final glide.

arquivos .fw5 são arquivos de texto contendo:

-um cabeçalho padrão:

<?xml version="1.0"?>
<gpx xmlns="http://www.topografix.com/GPX/1/0" version="1.0" creator="FlyChart, Version 4.50, Dec. 18th 2005 - http://www.flytec.ch" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://www.topografix.com/GPX/1/0 http://www.topografix.com/GPX/1/0/gpx.xsd">

-um corpo que nada mais é do que a listagem de cada ponto no seguinte padrão:

<wpt lat="-22,78445" lon="-43,50055"> <ele>800</ele>
<name>RAM080</name>
<desc>Rampa_NI</desc>
</wpt>

-o encerramento da instrução <gpx>:

</gpx>

uma maneira fácil de gerar um arquivo inicial fw5 para trabalhar é simplesmente marcar algum ponto utilizando o botão Mark, baixar do instrumento e salvar como xxx.fw5. A partir daí é só pegar qualquer arquivo em formato GPX, GTM, KML, WPT, etc e usar as coordenadas dos pontos que já estão no formato decimal e inserir sua altitude. É questão de copiar e colar, dá trabalho mas é uma vez só. Depois que se tem uma listagem de pontos em formato FW5 é só copiar e colar para montar suas listagens favoritas.

 

7.2 – Função Goto

apertar e segurar o botão alterna a parte de baixo da tela do display para o modo Goto. Esta função permite que você percorra a lista de waypoint s gravados na memória e selecionar algum deles como um próximo objetivo a ser alcançado.

os 5 waypoints mais próximos são mostrados por ordem do mais perto para o mais longe.

dois números são mostrados nesta lista após cada waypoint . Esses números são ,respectivamente, a distância até o ponto e a rota a ser mantida para alcançar o ponto.

se, neste modo, a tecla F1 for pressionada, ao invés destes dois números, será mostrada a altitude estimada de chegada sobre cada waypoint, neste momento a ordem de apresentação dos pontos na lista será em função da maior altitude de chegada para a menor.

esta estimativa de altitude de chegada leva em consideração que o piloto voe até eles na STF correta, e pressupõe que as condições encontradas neste trajeto não difiram muito da atual.

neste momento o instrumento está fazendo 5 cálculos de best glide até o Goal ao mesmo tempo e ele só será capaz de computar a influência do vento para os waypoints para os quais o piloto esteja voando diretamente entre + ou – 20 graus. Para todos os pontos fora desta faixa o cálculo da altitude estimada de chegada é feito sem levar em consideração a influência do vento.

tanto no modo de distância como no modo de altitude de chegada é possível percorrer esta lista com as setas para cima e para baixo

ao colocar o cursor sobre o waypoint desejado deve-se apertar a tecla enter para ativar o waypoint, o que fará com que a seta na rosa dos ventos aponte para ele e também fará com que todas as informações relativas a altitude de chegada, distância e direcionamento sejam relacionadas a este waypoint (Alt a. BG, Alt. a. WP, Bearing, Dist. to WP, L/D req)

para se cancelar um Goto é só entrar novamente no modo Goto e apertar F2 (Cancel Goto)

7.3 – Rotas

As rotas são simplesmente uma sequência de waypoints que se deseja percorrer durante um vôo.

Para inserir uma rota, modificá-la ou apagá-la os passos são:

- selecionar a opção Routes no menu basic settings
- pressionar a tecla F1 (Ins. Route) para inserir uma nova rota
- nomear a nova rota, que aparece inicialmente com denominação Xxxxx
- pressionar F1 (Ins. WP) para inserir o primeiro ponto da rota então a lista de pontos será mostrada
- pressionar Enter para aceitar o waypont número 1
- proceder da mesma forma com os waypoints seguintes
- para deletar um waypoint é só pressionar F2 (Del WP)
- para inserir um waypoint intermediário é só percorrer a lista e pressionar F1 no ponto em que se deseja encaixar o próximo waypoint, o mesmo será inserido após o campo que aparece invertido (fundo preto)

O instrumento pode armazenar até 20 Rotas

Um Waypoint que esteja inserido numa rota não poderá ser deletado até que ele seja removido de todas as rotas ou que as rotas na qual ele apareça sejam deletadas previamente

O mesmo waypoint pode aparecer mais de uma vez, ou até mesmo várias vezes, numa rota

Durante um vôo em rota simples é possível alterar a ordem dos wpts, cancelar um wpt, acrescentar um wpt

É possível usar a tecla Goto para selecionar rapidamente um wpt para o qual se deseje navegar sem cancelar a rota que está sendo percorrida

Para ativar uma rota é só pressionar a tecla e a lista com as rotas previamente inseridas será mostrada na parte inferior do display. Deve-se percorrer a lista até a rota desejada e pressionar Enter sobre a rota escolhida.

7.4 – A Rota de Competição

A rota de competição é um “slot”, ou seja um compartimento virtual para o qual uma rota comum deve ser copiada para ser tratada como uma rota de competição ou Rota FAI. Nesta rota não é possível alterar a ordem nem cancelar os waypoints.

O método para se copiar uma rota comum para dentro da rota de competição é ir no menu principal / basic settings / rotas, colocar o cursor sobre a rota desejada, e pressionar a tecla McC/Mrk. Aparecerá um pedido de confirmação: “Copy to FAI-Route?” com o cursor piscando sobre a resposta “no”. É necessário alterar para “yes” com as setas para cima ou para baixo e pressionar Enter.

A partir deste momento ao se colocar o cursor sobre a rota de competição, esta deverá apresentar as mesmas características - número de waypoints e distância total - da rota escolhida

Faltará ainda definir as características da rota de competição. O cursor deve ser colocado sobre a rota de competição e o botão Enter pressionado. A listagem dos waypoints será apresentada e os raios de cada pilão aparecerão à direita na listagem. Cada um desses raios poderá ser definido separadamente pressionando Enter novamente sobre o pilão desejado e alterando o raio com as setas.

Um dos waypoints poderá ser escolhido como Start. (Caso nenhum waypoint seja definido como start a prova não terá horário de start e a mudança ára o segundo waypoint ocorrerá assim que o pilot entrar no raio do primeiro cilindro.). Para isso deve-se colocar o cursor em cima deste waypoint e novamente pressionar a tecla McC/Mrk. Neste momento a letra “S” de start aparecerá à direita do waypoint em questão e na parte inferior da tela uma série de características do pilão de largada serão apresentadas. Estas consistirão no raio de start, na hora do start e intervalos entre os starting gates, caso houver, no número de starting gates, e se a prova é com raio de entrada – enter – ou saída – exit. Caso só haja 1 starting gate o intervalo entre starting gates será inócuo.

Uma vez totalmente definida a rota de competição é necessário ativá-la. Para isso, devemos sair do modo de edição da rota de competição pressionando Esc até voltarmos para o display normal de vôo. Neste momento pressiona-se a tecla Route por 2 segundos até a lista de rotas aparecer. Coloca-se o cursor sobre a rota de competição e pressiona-se enter para ativar. Pronto. A partir deste momento a contagem regressiva para o primeiro Start vai aparecer no campo de informação.

7 – Uso do Flychart na programação do aparelho

O 5030 é muito mais fácil de ser administrado por um computador. Com exceção da inserção de rotas escolhidas na rampa, especialmente de provas de campeonatos (Competition Routes), a menos, é claro, que o piloto tenha um laptop à mão na rampa, é altamente aconselhável usar o computador para programar o aparelho.
Além da programação do menu Basic Settings, dos espaços áereos restritos e dos waypoints e rotas, o computador também pode ser utilizado para atualizar o firmware da unidade.
A conexão original do 5030 com um micro se dá através da porta serial, como a maioria dos computadores modernos já está vindo de fábrica sem porta serial, é recomendado comprar um cabo conversor Serial/USB que permite a comunicação através de portas USB. Já o 6030 vem de fábrica apenas com cabo de USB.

7.1 – Arquivos “.fc5”


São os arquivos de configuração geral do aparelho, incluindo todas as opções do menu Basic Settings e que aparecem no menu do Flychart entre as opções “Altimeter” e “Polars” conforme pode ser observado nas figuras a seguir




.7.2 – Arquivos “.fa5”
São os arquivos de zonas de espaço aéreo restrito e que podem ser compradas de terceiros após a liberação da memória do 5030 para armazenamento de zonas de controle adicionais. Na versão de fábrica o 5030 só é capaz de armazenar uma zona de controle e ele já vem com a zona de Innsbruck carregada na memória.
Caso deseje, o piloto pode modificar os parâmetros da zona Innsbruck e transformá-la numa zona restrita brasileira. Para isso é altamente recomendado o uso do Flychart pois o procedimento no próprio aparelho é bastante complicado. Este tema não será coberto com maiores detalhes nesta palestra.

7.3 – Arquivos “.fw5”
Esses arquivos contém waypoints e rotas de vôo. Apesar de o Flychart trabalhar com arquivos .gpx, .cup, .wpt, .rte e .smo; este é o único formato através do qual o Flychart, e naturalmente o 5030 que será carregado pelo Flychart, entende a informação de altitude, sem a qual todas as funções de Altitude sobre alvos se tornam inócuas.
São bastante fáceis de carregar e descarregar do aparelho usando o Flychart. É conveniente criar uma biblioteca de pontos e carregá-los no aparelho antes de cada vôo. As rotas, na prática, acabam sendo decididas na rampa, especialmente no caso de campeonatos, então acaba se tornando menos habitual o armazenamento de rotas prontas.

8 – Polares, Speeds-to-Fly (STF) e McCready

8.1 – Obtendo uma polar

método 1: consultando o fabricante para usar a polar padrão para a asa, atualmente fornecida em 2 pares de velocidade e sink rate que devem ser inseridos no aparelho e a partir dos quais ele interpolará uma curva polar completa.

método 2: fazendo sua própria polar

voar num dia absolutamente calmo quanto a movimentos verticais da atmosfera. Movimentos horizontais não atrapalham a menos que causem lift

manter a asa voando com a marcha toda caçada em várias velocidades iniciando no pré-estol e aumentando progressivamente, e manter essas velocidades por, no mínimo, 10 segundos. Ex: voar a 30Km/h, 35, 40, 45, 50, 55, 60, 65, 70, 75, 80, 85, 90 TAS.

anotar as razões de descida obtidas para cada velocidade e usar um programa de ajuste de curvas para ajustar uma curva de segundo grau a esses pontos, ou

a partir do perfil deste vôo, visualizado no Flychart, copiar a parte do vôo que contenha essa sequência de velocidades, apertando Control e clicando no início da medição, soltando o clique e clicando de novo no final da medição, indo em “Edit Copy” e clicando com o botão direito e escolhendo “Paste” dentro da tabela de pares de polar no Flychart.

8.2 – Speeds to Fly

Em uma tirada, para cada combinação de [vento + ascendente/descendente], só existe uma e apenas uma velocidade a ser voada pelo piloto que o levará a uma maior razão de planeio sobre o solo na direção do ponto que ele deseja alcançar.

Esta velocidade é apresentada pelo aparelho pela seta á direita da escala analógica de velocidade, e é calculada continuamente, levando em conta o vento (automático ou manual), a razão instantânea de subida ou descida, e a polar inserida.

Durante as térmicas o piloto deve voar sempre com a velocidade de menor razão de descida (minimum sink speed), desde que as condições sejam suficientemente suaves, pois, numa asa delta, esta velocidade é sempre muito próxima, e ligeiramente acima, da velocidade de estol.


8.3 – McCready e Tirada Final

McCready, nada mais é do que uma técnica de utilização das STF desenvolvido por Paul McCready e inicialmente aplicada a vôos de planadores.

na verdade essa técnica consiste simplesmente em considerar o ar calmo (sem ascendente nem descendente), no caso de haver ascendentes em algum outro lugar, como sendo ar descendente. Ou seja, através de uma mudança no referencial, passamos a considerar que o ar calmo está, com relação a um térmica de, por exemplo taxa de ascensão de 2m/s, na verdade afundando a 2m/s e passamos então otimizar nossa velocidade de planeio como se estivéssemos de fato em zona de afundamento.

o ponto mais forte do 5030 é justamente a administração dos cálculos de McCready pelo piloto e sua fácil apresentação, visual e/ou acústica, que permitem ao piloto se preocupar apenas em pilotar a asa e checar periodicamente os indicadores, apenas para ver se as coisas estão saindo como planejado ou se a entrada da asa em novas condições atmosféricas mudaram o panorama e requerem um novo ajuste.

no caso da tirada final, McCready descobriu que não necessariamente se deve deixar a última térmica em direção ao Goal, assim que já for possível chegar no Goal voando na melhor razão de planeio. A menos que a térmica seja muito fraca, sempre é melhor subir um pouco acima deste ponto e abandonar a térmica com maior altitude, o que possibilitará voar mais rápido em direção ao Goal.

o cálculo do “quanto a mais?” deve-se subir na térmica antes de tirar, torna-se muito fácil através da observação dos campos Alt a. WP e Alt a. BG. Quando o piloto está na última térmica antes do Goal é muito interessante colocar os campos Alt a. BG e Alt a. WP na mesma página e observá-los atentamente. Quando Alt a. BG se tornar positivo – e isso sempre vai acontecer antes de Alt a. WP se tornar positivo - e Alt a. WP continuar progredindo em direção ao território positivo, o piloto deve continuar subindo na térmica e não tirar para o Goal ainda. Quando Alt a. WP ficar positivo - invertendo sua cor – aí sim o piloto deve abandonar a térmica. Neste momento o campo Alt a. BG estará com um valor que representará a altitude de segurança que o piloto tem para gastar voando rápido, até que alguma descendente inesperada o traia e ele tenha que racionar um pouco a Alt a. BG. No caso ideal o piloto gastaria toda a Alt a. BG e chegaria no Goal com zero altitude, na prática é necessário administrar esta perda de altura.

em uma térmica muito fraca, pouco depois de Alt a. BG ficar positivo Alt a. WP ficará também positivo, neste caso, talvez o piloto queira subir um pouco mais para ganhar mais margem de segurança.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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