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| LIGANDO
O INSTRUMENTO:
1.1
- Ligando e desligando – botões do aparelho
- para ligar apertar a tecla on/off por 1 seg e confirmar
com enter.
- para desligar apertar a tecla on/off por 3 segs e
confirmar com enter.
- botões de dupla função: toque
normal ou pressionado por 2 segundos
1.2
– Barra de informações superior
- informa o número de satélites adquiridos
e a força do sinal. Importante: ligar o aparelho
um pouco antes de decolar para dar o tempo necessário
para a aquisição dos satélites.
- informa o número da página no mostrador
(P1, P2 ou P3).
- informa o nível de voltagem, as horas disponíveis
para uso e um display gráfico de carga da bateria
1.2 - Campo de informação
As diferentes informações e funções
que podem ser ajustadas neste campo são alternadas
com a tecla F1.
- altímetro A1 (apenas até o vôo
começar).
- last wpt/next wpt/start time (apenas quando a comp.
route está ativa).
- altímetro A2.
- limite do alarme de sink.
- componente de vento manual / auto wind.
- ao pressionar a tecla Enter / Info o campo de informação
fornece as coordenadas instantâneas
1.3 - Menu SETUP
- permite o acesso a todas as funções
básicas e configurações do aparelho.
- é mais fácil fazer as configurações
de setup com o software Flychart.
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 |
| 2
– Informações primárias do
display e funções básicas de vôo
2.1
- Altímetros e pressão do ar
a
altitude é mostrada pelo número grande
no primeiro campo fixo.
A1
– altímetro 1 – QNH – deve
ser ajustado de acordo com a altitude real do ponto
de ajuste, por exemplo 505 mts na Pedra Bonita. Caso
a altitude do local seja desconhecida, pode ser programado
pela altitude do GPS utilizando a tecla F2 (se o GPS
não estiver captando a altitude esta será
estimada pelo QNH padrão ao nível do mar,
1013,2mb. (obs se for 0 = QFE)
A2
– altímetro 2 – altímetro
relativo – pode ser ajustado a qualquer momento
pelo piloto apenas para fins de medição
de determinada altitude em relação a um
ponto. Apertando F2 neste modo de altímetro o
mesmo será zerado.
A3
– não pode ser ajustado, mostra o ganho
total de altitude durante um vôo. Para 2 pilotos
que tenham feito o mesmo percurso, o que tiver o menor
valor de A3 será o que terá voado mais
eficientemente.
FL
– nível de vôo – QNE –
altitude tomada como referência à pressão
padrão de 1013,2mb.
QNH
– para ajuste da pressão ao nível
do mar caso esta seja conhecida (internet, ATIS, celular)
|
| 2.2
- Vario Analógico
*faixas: primeiro estágio: +- 4 m/s /
segundo estágio: +- 8 m/s
* dampening do
vario ou amortecimento (¹ vario integrator):
é o intervalo de tempo sobre o qual as
taxas de subida são avaliadas (averaged)
para serem mostradas no display analógico
e soarem pelo vario acústico. É
ajustado no Filtro 2.
Filtro 1 - resposta de áudio ajustável
entre 0,1s e 1s (entre 1 e 10) determina a rapidez
com que o tom do vario começa ou para de
soar quando se entra ou sai de lift
Filtro 2 - dampening ajustável entre
0,6s e 4 s (entre 6 e 40) sendo 1,2s (12) default
- ar calmo = valores menores / turbulento = maiores
|
 |
Ajuste de velocidade de vôo
nas térmicas – linha radial. Mesma linha
do indicador de McCready, aqui com outra função.
total energy compensation TEC
– elimina a interpretação de uma
conversão de velocidade em altitude como sendo
uma ascendente.
- pode ser ajustada entre 0% (qualquer ganho de altitude
mesmo causado por empurrar a barra radicalmente fará
o vario apitar) e 100% (qualquer redução
de velocidade devido a turbulências horizontais
será interpretada como motivo para filtrar o
vario).
- na prática são utilizados valores entre
60 e 80 %.
|
| 2.3
- Vario digital: vario integrado (integrator) e vario
netto (netto vario)
é o segundo campo fixo
resolução de 0,1 m/s
faixa de +- 70 m/s
funciona como vario integrado e não vario instantâneo
(o analógico é instantâneo apesar
do dampening), ou seja, mostra a média da razão
de subida por um período definido pelo usuário
entre 1 e 30 segs
pode funcionar como um vario netto ou seja, mostrando
a razão de subida/descida após ser filtrada
da razão de descida inerente ao planeio da asa
pode ser programado para funcionar como integrado enquanto
nas térmicas e como netto durante as tiradas
o modo netto é muito útil para verificação
da precisão da polar inserida no aparelho
o modo em uso é indicado por escrito sobre o
número do vario digital
|
| 2.4
– Velocidades
a
velocidade é mostrada simultaneamente em
formato digital e analógico. O digital
é o terceiro campo fixo acima da altitude,
e o analógico é o preenchimento
da barra vertical à direita do display.
pode
ser mostrada como velocidade indicada ou velocidade
real, o modo escolhido aparece indicado sob/sobre
o display de velocidade digital.
os
aparelhos podem usar tubo de pitot (velocidade
indicada) ou hélice (velocidade real).
a
velocidade real só é igual à
indicada ao nível do mar, para todas as
outras altitudes a real será maior do que
a indicada (2% maior a cada 300 mts).
pode
ser usado um fator de correção para
ajuste fino da velocidade indicada, o ajuste default
é de 100%.
se
o pitot, ou hélice, estiverem desligados,
é possível ter uma velocidade calculada
pelo aparelho levando em conta a velocidade no
solo indicada pelo GPS composta à velocidade
do vento. (campo definido pelo usuário:
CalcAirspd) Para isso é necessário
voar em círculos de cerca de 12 segs (20
graus de inclinação aproximadamente),
para o instrumento medir a velocidade do vento
pela deriva da asa.
a
barra vertical de velocidade fornece ainda as
seguintes informações: velocidade
instantânea de melhor planeio (speed ring=0)
e velocidade de estol (fixa) . A velocidade de
estol só aparecerá, naturalmente,
se o piloto a tiver inserido, acima de 20Km/h
(ou 30Km/h no display de alta).
|


|
|
| 2.5
– Rosa dos Ventos / Seta “Goto”
funciona
como uma bússola GPS geográfica
no display de 6 campos (na verdade 7) ou seta
goto no display de 4 campos (na verdade 5).
quando o progresso do piloto (track) está
direcionado dentro de uma variação
de +-10 graus em relação ao objetivo
a ser alcançado aparecem as setas laterais.
|
 |
*quando
o piloto deixa uma térmica com razão de
subida mínima de 1m/s, aparece uma pequena seta
auxiliar no disco externo indicando a direção
a ser seguida pelo piloto caso ele queira retornar à
esta térmica. Neste caso voar-se-ia de forma
a deslocar esta pequena seta para o topo da rosa dos
ventos.
*quando o piloto está fazendo uma rota, aparece
uma segunda seta “fantasma” indicando a
direção para o waypoint subseqüente,
ou seja, a direção para a qual o piloto
deverá se virar imediatamente após a aquisição
do próximo waypoint. Neste momento a seta fantasma
se torna a nova seta ativa e uma nova seta fantasma
aparece, a menos que o próximo wpt seja goal.
*No modo rosa dos ventos a direção estimada
do vento, conforme calculada pelo aparelho em função
da deriva da asa enquanto enrosca, é representada
por uma pequena biruta que indica a direção
da qual o vento vem. Na hora do pouso o piloto deverá
fazer alguns círculos completos sobre a área
de pouso e idealmente esta biruta deverá estar
no topo da rosa dos ventos para um pouso contra o vento.
|
| 2.6
– Indicador de Best Glide
Do
lado direito da escala analógica de velocidade
aparece uma seta negra que indica a melhor velocidade
de planeio instantânea em função
das seguintes variáveis: velocidade, razão
de subida/descida, vento e polar inserida no aparelho.
Quando perseguindo esta seta é importante
estabilizar a velocidade para estabilizar também
a seta, caso contrário persegue-se a seta
sem parar e o objetivo não é alcançado.
2.7
– Indicador de Razão de Subida Média
A velocidade de uma térmica pode variar
bastante não só ao longo do dia
como também dentro de uma mesma térmica.
A razão de subida média serve justamente
para fornecer um valor médio de como estão
as ascendentes num período de tempo entre
30 segundos e 10 minutos. O fato de o display
deste valor ser mostrado num arco radial ao variômetro
analógico é para referenciar imediatamente
o indicador de McCready.
|
 |
|
2.8
- Indicador de McCready
Este indicador tem dupla
função. Durante as térmicas
ele indica se o piloto está voando rápido
demais para a ascensão média conforme
indicada pelo indicador de razão de subida
média, permitindo ao piloto desacelerar
e, assim, otimizar a razão de subida. Não
deve-se no entanto sacrificar a segurança
voando de acordo com esse indicador quando a condição
está muito turbulenta, recomendando velocidade
de segurança mais elevada do que a velocidade
ótima de ascensão.
Durante o planeio, novamente em função
das variáveis velocidade, razão
de subida/descida, vento e polar, este indicador
aponta para o índice de McCready correspondente
à velocidade com a qual o piloto está
conduzindo a asa naquele instante. Ou seja, aponta
para a razão de subida da próxima
térmica para a qual a velocidade atual
do piloto seria a velocidade ótima.
Este indicador nunca deverá entrar em território
negativo durante o planeio pois isto significaria
que o piloto está voando lento e com alta
taxa de afundamento o que só se justificaria
se a intenção fosse retardar o pouso
devido a tráfego de outras asas na área
de pouso. Se o objetivo fosse pousar mais rápido
seria mais eficiente voar com maior velocidade
e conseguir maior taxa de afundamento.
|
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|
| 3.2
- Tom de subida (ascent tone)
botão de nível do volume : alterna
entre 0 – 25 – 50 – 75 - 100% de nível
do volume
threshold: limiar de início do tom de ascensão.
Ajustável entre 0,02 e 0,2 m/s.
frequency: freqüência do tom, ajustável
entre 600 e 1.400 Hz. Ajuste padrão é
1.200Hz.
modulation: taxa de aumento da freqüência
com aumento de razão de subida. Ajustável
entre 2 e 9. Num dia de térmicas fracas um ajuste
de 9 permitiria que o piloto captasse nuances da diferença
de taxas de ascensão baixas. Ou seja, há
um alargamento das freqüências usadas nas
ascendentes fracas. No ajuste 2 este alargamento seria
sentido nas freqüências elevadas, que soam
durante as térmicas muito fortes. O ajuste padrão
é o 5.
dampening: uso da média de ascensão
ao invés da taxa instantânea, que causaria
muitos beeps de freqüência errática.
Pode ser ajustado entre 1 e 35, onde 1 seria instantâneo
causando o “efeito piano” e 35 seria muito
lento. 8 é o padrão.
pitch: regula o intervalo entre os “pi-pi-pis”
e suas pausas. Ajustável entre 1 e 7, onde
1 causa um pi longo e pausa longa e 7 causa pi rápido
e pausa rápida. O padrão é 3.
changeable beep: ajustável somente no aparelho,
permite variação da freqüência
durante o próprio “pi”. Pode
ser ajustada como “0” = “não
varia a freqüência” ou “1”
= “varia”.
|
| 3.3
– Tom de perda ou afundamento (sink tone)
é um tom sonoro contínuo que permite que
o piloto identifique áreas de descendentes muito
fortes e acelere para sair dessas áreas rapidamente
leva em conta a razão de descida total, ou seja,
não é como o netto vario, de forma que
quanto mais o piloto acelera mais aumenta a razão
de descida e o alarme soa ainda mais grave
pode ser programado através de 2 características:
o limite de razão de descida a partir do qual
o tom inicia e a freqüência do tom.
pode ser ativado ou desativado em vôo, usando
o botão Quando ele é ativado em vôo,
o tom é ouvido brevemente e o display gráfico
mostra o limiar escolhido.
pode ter o limite de razão de descida mencionado
acima alterado em pleno vôo através da
combinação das teclas F1 para selecionar
o modo “S. Thr” e das setas para selecionar
o nível deste limite ou, neste modo, usar a tecla
F2 para alternar entre tom de perda ligado ou desligado,
similarmente a quando se pressiona o botão por
si só.
|
| 3.7
- Indicador de McCready - Funções
Acústicas para
ativar as funções acústicas
de McCready deve-se pressionar o botão
. Pressionado novamente, este botão desativará
a função acústica de McCready.
os sons de McCready consistem basicamente em 2
tons distintos que não podem ter suas características
de freqüência alteradas.
o primeiro tom indica, através de sua freqüência,
se o piloto está voando rápido ou
devagar, ou seja, com um speed-ring agressivo
ou conservador. Este tom tem um padrão
que ajuda a diferenciá-lo do som normal
do vario, pois tem um ritmo de 1:4, ou seja, um
tom e 3 pausas (o vario normal é 1:1).
Além disso normalmente este tom estará
separado do vario normal por estarmos em planeio
e não em térmicas.
|
 |
|
o
segundo tom indica que o piloto está voando abaixo
da velocidade de melhor planeio, ou seja, o indicador
de McCready está entrando em território
negativo e o piloto não está ganhando nem
em razão de planeio e nem em altura de chegada.
Este tom é grave e tem um intervalo de sequência
bem rápido. (tu-tu-tu-tu)
quando o som de McCready é ativado a faixa de razão
de subida média muda de cor de sombreada em cinza
para preta sólida.
é possível ajustar uma “zona
morta” sem áudio de McCready em
torno de uma razão de subida definida pelo piloto,
na qual nenhum som de McCready será ouvido, indicando
que o piloto está voando na faixa ideal de McCready.
Se o som voltar a ser ouvido com baixa freqüência,
o piloto deverá acelerar, se ele voltar a ser ouvido
com alta freqüência o piloto deverá
voar mais devagar.
a largura da zona morta pode ser ajustada pelo
piloto assim como um atraso até que os sons de
McCready comecem a soar, quando o piloto deixa
uma térmica, permitindo assim que o piloto busque
um reposicionamento na térmica sem que o McCready
comece a soar imediatamente.
se a “zona morta” dos sons de McCready tiver
sido ajustada pelo piloto a cor sombreada no arco externo
indicará os limites da zona.
a posição do indicador de McCready no dial
no instante em que o botão de som for ativado será
definido como o centro da zona morta. Caso o piloto queira
trocar o miolo da zona morta ele deverá pressionar
novamente o botão acústico de McCready para
desativar o som e mais uma vez para reativá-lo
no momento exato em que o indicador de McCready estiver
indicando a posição desejada para o novo
miolo da zona morta. |
3.7
Campos Definidos pelo Usuário – User
Fields
Podem ser definidos no Flychart ou diretamente no
aparelho através das setas da esquerda para
percorrer os campos e seta para cima e para baixo
para percorrer a lista de campos de informação.
|
 |
|
[QNH]
[FL]
[Alt 3]
[Alt 2]
[Alt a. WP] *
[Alt a. BG] *
[Alt a. Goal] *
[Flighttime]
[Time]
[Temp]
[Track] *
[Bearing] *
[Dist to WP] *
[Dist to ^] *
[Dis t Goal] *
[Dist Tkoff] *
[Dist T. Cyl] *
[XT Error] *
[Spd-Diff] *
[Gnd speed]
[WindSpeed]
[CalcAirspd]
[L/D req.] *
[L/D air] *
[L/D gnd] *
[L/D r. Goal] * |
pressão
do ar em inHg (polegadas de mercúrio) ou
hPa (hectopascal)
nível de vôo em ft
ganho total de altitude durante o vôo
altitude de referência (pode ser modificada
antes ou durante o vôo)
altitude de chegada sobre o próximo waypoint
ou goal voando McCready
altura acima da linha de melhor planeio até
o próximo waypoint ou goal
altura acima da linha de melhor planeio até
o goal considerando o circuito remanescente
tempo de vôo
hora (do relógio)
temperatura (a temperatura faz com que o display
ajuste o contraste automaticamente)
direção geográfica na qual
o piloto está progredindo
direção geográfica de uma reta
entre o piloto e o próximo waypoint
distância até o próximo waypoint
distância até a última ascendente
distância até o goal considerando o
circuito remanescente
distância até o ponto de decolagem
distância até a borda do cilindro de
largada / intermediário / chegada
distância perpendicular entre o piloto e a
linha imaginária que liga o último
waypoint e o próximo
componente do vento (diferença entre a velocidade
no solo e a velocidade verdadeira)
velocidade no solo
velocidade do vento
velocidade da asa calculada pela composição
da componente do vento com a velocidade no solo
L/D requerido para atingir o próximo waypoint
L/D instantâneo em relação ao
ar (velocidade verdadeira / perda)
L/D em relação ao solo (velocidade
no solo / perda)
L/D requerido para atingir o goal levando em conta
o circuito remanescente |
|
| 4 –
Campos definidos pelo usuário detalhamento (*)
4.1
– Altitudes sobre alvos
[Alt
a. BG] altitude sobre o best glide é
a altitude estimada de chegada sobre o próximo
waypoint, seja ele um ponto da rota ou um ponto avulso
selecionado pelo Goto, assumindo que o piloto voará
na velocidade de melhor planeio, ou seja, objetivando
chegar sobre este waypoint com a maior altitude possível.
[Alt
a. WP] altitude sobre o waypoint é a
altitude estimada de chegada sobre o próximo
waypoint, seja ele um ponto da rota ou um ponto avulso
selecionado pelo Goto, considerando que o piloto voará
na velocidade de McCready apropriada, isto é,
objetivando chegar no waypoint no menor tempo possível.
Durante uma tirada este campo está assumindo
que o piloto voará na velocidade de McCready
mostrada pelo indicador de McCready corrente, no entanto,
durante uma ascendente, este indicador é estimado
pela taxa média de ascensão dos últimos
30 segundos, daí poderá resultar uma significativa
variação neste campo durante uma tirada
caso o piloto resolva voar com o indicador de Mc Cready
muito diferente do que vinha sendo a taxa de ascensão
da última térmica.
[Alt
a. Goal] altitude sobre o goal é a altitude
estimada de chegada sobre o Goal, levando em conta que
o piloto ainda vai sobrevoar todos os waypoints intermediários
e vai voar na melhor velocidade de planeio. Quando este
valor se torna positivo indica que o piloto já
tem altitude suficiente para completar a prova, embora
não necessariamente isso indique que, caso ele
pare de subir e comece a tirar no melhor planeio para
completar o percurso, ele vá chegar antes do
que um piloto que procure voar de acordo com McCready,
subindo mais nas térmicas e procurando o Alt
a. WP positivo para cada waypoint intermediário.
Todos
esses campos têm sua cor invertida - os números
pretos se tornam brancos e o fundo se torna preto -
quando eles se tornam positivos, chamando a atenção
do piloto para o fato de que ele já tem altitude
positiva de chegada sobre um ponto.
A
componente do vento Speed-Dif ou Wind Comp é
um fator fundamental em todos os cálculos
de altitude sobre alvos, e ela é, por padrão,
calculada automaticamente pelo aparelho pela deriva
na última térmica ou curvas de 360
graus. Caso o piloto discorde da avaliação
do aparelho, seja por intuição, prévio
conhecimento do sítio de vôo ou ainda
por informações passadas por sua equipe
de solo, e espere um vento diferente daquele medido
pelo aparelho, é possível usar a tecla
F1, percorrer o campo de informação
até o item HT Wind Auto (Head Tail Wind)
e em seguida usar as setas para cima e para baixo
para inserir a velocidade de vento a ser aplicada
nos cálculos. Números positivos
significam ventos de cauda e números negativos,
ventos de frente. Para retornar ao modo automático
de avaliação do vento basta apertar
a tecla F2 (Auto Wind).
|
 |
| 4.2
– Direcionamento
[Track] o track é o RUMO,
ou seja, o ângulo entre o Norte Verdadeiro
e a linha que a asa está efetivamente percorrendo
sobre o solo.
[Bearing] o bearing é
o ângulo entre o Norte Verdadeiro e uma
linha reta entre a posição atual
da asa e o próximo waypoint a ser sobrevoado.
Ou seja é a rota que deveria estar sendo
percorrida pela asa para chegar ao próximo
waypoint no menor tempo possível. Se o
Bearing ficar igual ao Track a asa estará
indo diretamente para o waypoint evitando o efeito
“dog-leg”.
[XT
Error] o Crosstrack Error é a
distância perpendicular entre a posição
atual da asa e a “perna ativa”, ou
seja, o rumo original entre o último waypoint
e o próximo. Basicamente este número
mostra o desvio entre o piloto e a linha ideal
inicial entre os 2 waypoints em questão.
Este número está sujeito a erros
e ele será tanto maior quanto maior for
o comprimento da perna ativa e quanto menor for
o XT Error em si.
|
 |
4.3
– Distâncias
[Dist
to WP] a distância para o waypoint é a
distância entre a asa e o próximo ponto
programado para ser sobrevoado, seja ele um ponto de
uma rota ou um ponto inserido através de Goto
[Dist
to ^] a distância para a última térmica
mede a distância entre o piloto e a última
térmica com mais de 1m/s de razão de subida.
[Dis
t Goal] é a distância a ser percorrida
até o Goal, levando em conta todas as pernas
intermediárias até o Goal e o sobrevôo
de todos os waypoints remanescentes da rota.
[Dist
Tkoff] é a distância reta entre a asa e
o ponto de decolagem. Não leva em conta o caminho
intermediário percorrido.
[Dist
t. Cyl] é a distância entre a asa e um
cilindro da rota de competição, seja ele
um cilindro de largada, de waypoint, ou de chegada.
[Dist
t. Ctr] é a distância entre a asa e a área
restrita programada, a fim de manter o piloto afastado
da mesma.
4.4
– Razões de planeio L/D
[L/D
air] é a divisão da velocidade no ar verdadeira
pela razão de descida: L/D air = TAS/Sink Mede
a razão de planeio com relação
ao ar.
[L/D
gnd] é a divisão da velocidade no solo
pela razão de descida: L/D gnd = GndSpd/Sink
Mede a razão de planeio com relação
ao solo.
[L/D
req] é o L/D mínimo sobre o solo (L/D
gnd) que a asa deverá manter para alcançar
o próximo waypoint com altitude zero. A altitude
do próximo waypoint tem que ter sido informada
corretamente para este campo dar informações
úteis. É a divisão entre a altitude
do piloto e a distância linear entre ele e o próximo
waypoint. L/D req = Dist to WP / Altitude
[L/D
r. goal] é o L/D mínimo sobreo solo (L/D
gnd) que a asa deverá manter para alcançar
o Goal levando em conta as pernas remanescentes da rota.
Não leva em conta no entanto o fato de, eventualmente,
algum waypoint intermediário não ser alcançável
com altitude positiva. É a divisão entre
a altitude do piloto e a distância linear entre
ele e o Goal. L/D req = Dist t Goal / Altitude
|
| 5 –
Uso das Páginas
Há
possibilidade de escolher um display com vario de barra
vertical ou o display de vario circular.
Há
possibilidade de se programar 3 diferentes páginas,
com a flexibilização de escolher um display
de 6 campos pequenos ou 4 campos grandes, o que permite
ao piloto personalizar o aparelho para diferentes fases
do vôo
Como
existe um campo adicional, que aparece abaixo da altitude,
que está sempre presente, tanto no chamado display
de 4 campos como no chamado display de 6 campos, a escolha
é, na verdade, entre um display de 5 campos ou
7 campos definidos pelo usuário.
Sugestão
de utilização das páginas
Página
1: para antes do início da prova, display de
6 campos (7)
TIME / DIST TO WP / DIST TO CYL/ FLIGHTTIME / WINDSPEED
/ GNDSPEED / SPEEDDIFF (ou em vôo livre DIST TOFF)
Página
2: para durante a prova, display de 6 campos (7)
DIST TO CYL / DIST TO WP / ALT A BG / ALT A WP / L/D
REQ / L/D GND / GNDSPEED
Página
3: somente para a tirada final, display de 4 campos
(5)
DIST TO WP / ALT A BG / ALT A WP / L/D REQ / L/D GND
Observação
sobre o display: às vezes, quando é feita
uma atualização do firmware, pode haver
um reset do contraste do display que causa um escurecimento
total da tela. Neste caso não entre em pânico,
use o flychart para reduzir o contraste e tudo voltará
ao normal.
|
| 6 –
GPS
o
GPS pode ser ligado ou desligado pressionando o botão
por 3 segundos. Desligar o GPS diminui consideravelmente
o uso de energia da unidade.
uma
vez ligado, é necessário que o GPS receba
ao menos 4 satélites para estabelecer aposição
inicial, a partir daí apenas 3 satélites
são suficientes para navegação
em 2D (sem altitude). Entretanto para navegação
3D e validação de arquivo IGC 4 satélites
são necessários. A força do sinal
e o número de satélites recepcionados
ou “adquiridos” são mostrados na
barra do topo da tela. Dessa forma é altamente
recomendável ligar o GPS vários minutos
antes da decolagem para garantir que o aparelho está
com 4 satélites capturados e assim validar o
arquivo IGC.
quando
o GPS perde totalmente a conexão com os Satélites
ou o aparelho é levado desligado a uma nova posição
a cerca de 200Km de distância da última
posição captada, podem ser necessários
cerca de 10 minutos até que o GPS se oriente
novamente. Mais um bom motivo para se ligar o GPS bem
antes do início do vôo.
a
bússola e as direções de vôo
são alimentadas pelo GPS e não por sinais
magnéticos e assim representam o Norte Verdadeiro
e não são afetadas por proximidade de
campos magnéticos. A bússola depende de
movimento para mostrar uma direção, quando
a unidade está parada a bússola não
funciona corretamente e as direções mostradas
não são confiáveis.
pressionando a tecla brevemente alterna-se entre as
páginas de informações (1, 2 e
3) e a página de mapa em tempo real do GPS. Esta
página mostra a rota da asa e um ícone
para a asa (seta), as pernas da rota programada, os
waypoints, e os cilindros da rota de competição.
O vario digital, a altitude e a velocidade no ar continuam,
sendo mostradas abaixo do mapa e o som do Vario continua
funcionando. As teclas F1 e F2 são usadas para
Zoom IN e Zoom OUT e pode levar alguns instantes até
o mapa ser redesenhado enquanto a palavra “wait”
aparece na linha de status.
|
7 – Inserção
de Waypoints, Rotas e a Rota de Competição
(Competition Route)
7.1
– Inserção de Waypoints
podem
ser inseridos automaticamente utilizando o botão
Mrk o qual criará um waypoint de nome genérico,
por exemplo: M.15.03 11:38:45 onde M significa Marker,
15.03 é a data e 11:38:45 é a hora da
criação do ponto. Este método pode
ser utilizado também durante o vôo.
podem
ser inseridos no próprio aparelho o que é
bastante trabalhoso pois exige a entrada de cada ponto
acompanhado de suas coordenadas e sua altitude (opcional)
é
muito mais vantajoso usar um software para esta função
(Flychart, CompeGPS, See You, Maxpunkte, GPS Track Maker,
etc)
o
formato “.fw5” é simples e é
o único através do qual o aparelho reconhece
a altitude, o que permite usar as funções
de estimativa de altitude de chegada sobre o waypoint
e final glide.
arquivos
.fw5 são arquivos de texto contendo:
-um cabeçalho padrão:
<?xml
version="1.0"?>
<gpx xmlns="http://www.topografix.com/GPX/1/0"
version="1.0" creator="FlyChart, Version
4.50, Dec. 18th 2005 - http://www.flytec.ch" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
xsi:schemaLocation="http://www.topografix.com/GPX/1/0
http://www.topografix.com/GPX/1/0/gpx.xsd">
-um corpo que nada mais é do que a listagem de
cada ponto no seguinte padrão:
<wpt
lat="-22,78445" lon="-43,50055">
<ele>800</ele>
<name>RAM080</name>
<desc>Rampa_NI</desc>
</wpt>
-o encerramento da instrução <gpx>:
</gpx>
uma
maneira fácil de gerar um arquivo inicial fw5
para trabalhar é simplesmente marcar algum ponto
utilizando o botão Mark, baixar do instrumento
e salvar como xxx.fw5. A partir daí é
só pegar qualquer arquivo em formato GPX, GTM,
KML, WPT, etc e usar as coordenadas dos pontos que já
estão no formato decimal e inserir sua altitude.
É questão de copiar e colar, dá
trabalho mas é uma vez só. Depois que
se tem uma listagem de pontos em formato FW5 é
só copiar e colar para montar suas listagens
favoritas.
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| 7.2
– Função Goto
apertar
e segurar o botão alterna a parte de baixo da
tela do display para o modo Goto. Esta função
permite que você percorra a lista de waypoint
s gravados na memória e selecionar algum deles
como um próximo objetivo a ser alcançado.
os
5 waypoints mais próximos são mostrados
por ordem do mais perto para o mais longe.
dois
números são mostrados nesta lista após
cada waypoint . Esses números são ,respectivamente,
a distância até o ponto e a rota a ser
mantida para alcançar o ponto.
se,
neste modo, a tecla F1 for pressionada, ao invés
destes dois números, será mostrada a altitude
estimada de chegada sobre cada waypoint, neste momento
a ordem de apresentação dos pontos na
lista será em função da maior altitude
de chegada para a menor.
esta
estimativa de altitude de chegada leva em consideração
que o piloto voe até eles na STF correta, e pressupõe
que as condições encontradas neste trajeto
não difiram muito da atual.
neste
momento o instrumento está fazendo 5 cálculos
de best glide até o Goal ao mesmo tempo e ele
só será capaz de computar a influência
do vento para os waypoints para os quais o piloto esteja
voando diretamente entre + ou – 20 graus. Para
todos os pontos fora desta faixa o cálculo da
altitude estimada de chegada é feito sem levar
em consideração a influência do
vento.
tanto
no modo de distância como no modo de altitude
de chegada é possível percorrer esta lista
com as setas para cima e para baixo
ao
colocar o cursor sobre o waypoint desejado deve-se apertar
a tecla enter para ativar o waypoint, o que fará
com que a seta na rosa dos ventos aponte para ele e
também fará com que todas as informações
relativas a altitude de chegada, distância e direcionamento
sejam relacionadas a este waypoint (Alt a. BG, Alt.
a. WP, Bearing, Dist. to WP, L/D req)
para
se cancelar um Goto é só entrar novamente
no modo Goto e apertar F2 (Cancel Goto)
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| 7.3
– Rotas
As
rotas são simplesmente uma sequência de
waypoints que se deseja percorrer durante um vôo.
Para
inserir uma rota, modificá-la ou apagá-la
os passos são:
-
selecionar a opção Routes no menu basic
settings
- pressionar a tecla F1 (Ins. Route) para inserir uma
nova rota
- nomear a nova rota, que aparece inicialmente com denominação
Xxxxx
- pressionar F1 (Ins. WP) para inserir o primeiro ponto
da rota então a lista de pontos será mostrada
- pressionar Enter para aceitar o waypont número
1
- proceder da mesma forma com os waypoints seguintes
- para deletar um waypoint é só pressionar
F2 (Del WP)
- para inserir um waypoint intermediário é
só percorrer a lista e pressionar F1 no ponto
em que se deseja encaixar o próximo waypoint,
o mesmo será inserido após o campo que
aparece invertido (fundo preto)
O
instrumento pode armazenar até 20 Rotas
Um
Waypoint que esteja inserido numa rota não poderá
ser deletado até que ele seja removido de todas
as rotas ou que as rotas na qual ele apareça
sejam deletadas previamente
O
mesmo waypoint pode aparecer mais de uma vez, ou até
mesmo várias vezes, numa rota
Durante
um vôo em rota simples é possível
alterar a ordem dos wpts, cancelar um wpt, acrescentar
um wpt
É
possível usar a tecla Goto para selecionar rapidamente
um wpt para o qual se deseje navegar sem cancelar a
rota que está sendo percorrida
Para
ativar uma rota é só pressionar a tecla
e a lista com as rotas previamente inseridas será
mostrada na parte inferior do display. Deve-se percorrer
a lista até a rota desejada e pressionar Enter
sobre a rota escolhida.
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| 7.4
– A Rota de Competição
A
rota de competição é um “slot”,
ou seja um compartimento virtual para o qual uma rota
comum deve ser copiada para ser tratada como uma rota
de competição ou Rota FAI. Nesta rota
não é possível alterar a ordem
nem cancelar os waypoints.
O
método para se copiar uma rota comum para dentro
da rota de competição é ir no menu
principal / basic settings / rotas, colocar o cursor
sobre a rota desejada, e pressionar a tecla McC/Mrk.
Aparecerá um pedido de confirmação:
“Copy to FAI-Route?” com o cursor piscando
sobre a resposta “no”. É necessário
alterar para “yes” com as setas para cima
ou para baixo e pressionar Enter.
A
partir deste momento ao se colocar o cursor sobre a
rota de competição, esta deverá
apresentar as mesmas características - número
de waypoints e distância total - da rota escolhida
Faltará
ainda definir as características da rota de competição.
O cursor deve ser colocado sobre a rota de competição
e o botão Enter pressionado. A listagem dos waypoints
será apresentada e os raios de cada pilão
aparecerão à direita na listagem. Cada
um desses raios poderá ser definido separadamente
pressionando Enter novamente sobre o pilão desejado
e alterando o raio com as setas.
Um
dos waypoints poderá ser escolhido como Start.
(Caso nenhum waypoint seja definido como start a prova
não terá horário de start e a mudança
ára o segundo waypoint ocorrerá assim
que o pilot entrar no raio do primeiro cilindro.). Para
isso deve-se colocar o cursor em cima deste waypoint
e novamente pressionar a tecla McC/Mrk. Neste momento
a letra “S” de start aparecerá à
direita do waypoint em questão e na parte inferior
da tela uma série de características do
pilão de largada serão apresentadas. Estas
consistirão no raio de start, na hora do start
e intervalos entre os starting gates, caso houver, no
número de starting gates, e se a prova é
com raio de entrada – enter – ou saída
– exit. Caso só haja 1 starting gate o
intervalo entre starting gates será inócuo.
Uma vez totalmente definida a rota de
competição é necessário
ativá-la. Para isso, devemos sair do modo de
edição da rota de competição
pressionando Esc até voltarmos para o display
normal de vôo. Neste momento pressiona-se a tecla
Route por 2 segundos até a lista de rotas aparecer.
Coloca-se o cursor sobre a rota de competição
e pressiona-se enter para ativar. Pronto. A partir deste
momento a contagem regressiva para o primeiro Start
vai aparecer no campo de informação.
|
7 –
Uso do Flychart na programação do aparelho
O 5030 é muito mais fácil
de ser administrado por um computador. Com exceção
da inserção de rotas escolhidas na rampa,
especialmente de provas de campeonatos (Competition
Routes), a menos, é claro, que o piloto tenha
um laptop à mão na rampa, é altamente
aconselhável usar o computador para programar
o aparelho.
Além da programação do menu Basic
Settings, dos espaços áereos restritos
e dos waypoints e rotas, o computador também
pode ser utilizado para atualizar o firmware da unidade.
A conexão original do 5030 com um micro se dá
através da porta serial, como a maioria dos computadores
modernos já está vindo de fábrica
sem porta serial, é recomendado comprar um cabo
conversor Serial/USB que permite a comunicação
através de portas USB. Já o 6030 vem de
fábrica apenas com cabo de USB.
7.1
– Arquivos “.fc5”
São os arquivos de configuração
geral do aparelho, incluindo todas as opções
do menu Basic Settings e que aparecem no menu do Flychart
entre as opções “Altimeter”
e “Polars” conforme pode ser observado nas
figuras a seguir

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.7.2
– Arquivos “.fa5”
São os arquivos de zonas de espaço aéreo
restrito e que podem ser compradas de terceiros após
a liberação da memória do 5030 para
armazenamento de zonas de controle adicionais. Na versão
de fábrica o 5030 só é capaz de armazenar
uma zona de controle e ele já vem com a zona de
Innsbruck carregada na memória.
Caso deseje, o piloto pode modificar os parâmetros
da zona Innsbruck e transformá-la numa zona restrita
brasileira. Para isso é altamente recomendado o
uso do Flychart pois o procedimento no próprio
aparelho é bastante complicado. Este tema não
será coberto com maiores detalhes nesta palestra.
7.3
– Arquivos “.fw5”
Esses arquivos contém waypoints e rotas de vôo.
Apesar de o Flychart trabalhar com arquivos .gpx, .cup,
.wpt, .rte e .smo; este é o único formato
através do qual o Flychart, e naturalmente o
5030 que será carregado pelo Flychart, entende
a informação de altitude, sem a qual todas
as funções de Altitude sobre alvos se
tornam inócuas.
São bastante fáceis de carregar e descarregar
do aparelho usando o Flychart. É conveniente
criar uma biblioteca de pontos e carregá-los
no aparelho antes de cada vôo. As rotas, na prática,
acabam sendo decididas na rampa, especialmente no caso
de campeonatos, então acaba se tornando menos
habitual o armazenamento de rotas prontas.
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8 –
Polares, Speeds-to-Fly (STF) e McCready
8.1
– Obtendo uma polar
método 1: consultando o fabricante
para usar a polar padrão para a asa, atualmente
fornecida em 2 pares de velocidade e sink rate que devem
ser inseridos no aparelho e a partir dos quais ele interpolará
uma curva polar completa.
método 2: fazendo sua própria
polar
voar num dia absolutamente calmo quanto
a movimentos verticais da atmosfera. Movimentos horizontais
não atrapalham a menos que causem lift
manter a asa voando com a marcha toda
caçada em várias velocidades iniciando
no pré-estol e aumentando progressivamente, e
manter essas velocidades por, no mínimo, 10 segundos.
Ex: voar a 30Km/h, 35, 40, 45, 50, 55, 60, 65, 70, 75,
80, 85, 90 TAS.
anotar as razões de descida obtidas
para cada velocidade e usar um programa de ajuste de
curvas para ajustar uma curva de segundo grau a esses
pontos, ou
a
partir do perfil deste vôo, visualizado no Flychart,
copiar a parte do vôo que contenha essa sequência
de velocidades, apertando Control e clicando no início
da medição, soltando o clique e clicando
de novo no final da medição, indo em “Edit
Copy” e clicando com o botão direito e
escolhendo “Paste” dentro da tabela de pares
de polar no Flychart.
8.2 –
Speeds to Fly
Em uma tirada, para cada combinação
de [vento + ascendente/descendente], só existe
uma e apenas uma velocidade a ser voada pelo piloto
que o levará a uma maior razão de planeio
sobre o solo na direção do ponto que ele
deseja alcançar.
Esta velocidade é apresentada
pelo aparelho pela seta á direita da escala analógica
de velocidade, e é calculada continuamente, levando
em conta o vento (automático ou manual), a razão
instantânea de subida ou descida, e a polar inserida.
Durante as térmicas o piloto
deve voar sempre com a velocidade de menor razão
de descida (minimum sink speed), desde que as condições
sejam suficientemente suaves, pois, numa asa delta,
esta velocidade é sempre muito próxima,
e ligeiramente acima, da velocidade de estol.
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| 8.3
– McCready e Tirada Final
McCready,
nada mais é do que uma técnica de utilização
das STF desenvolvido por Paul McCready e inicialmente
aplicada a vôos de planadores.
na
verdade essa técnica consiste simplesmente em
considerar o ar calmo (sem ascendente nem descendente),
no caso de haver ascendentes em algum outro lugar, como
sendo ar descendente. Ou seja, através de uma
mudança no referencial, passamos a considerar
que o ar calmo está, com relação
a um térmica de, por exemplo taxa de ascensão
de 2m/s, na verdade afundando a 2m/s e passamos então
otimizar nossa velocidade de planeio como se estivéssemos
de fato em zona de afundamento.
o
ponto mais forte do 5030 é justamente a administração
dos cálculos de McCready pelo piloto e sua fácil
apresentação, visual e/ou acústica,
que permitem ao piloto se preocupar apenas em pilotar
a asa e checar periodicamente os indicadores, apenas
para ver se as coisas estão saindo como planejado
ou se a entrada da asa em novas condições
atmosféricas mudaram o panorama e requerem um
novo ajuste.
no
caso da tirada final, McCready descobriu que não
necessariamente se deve deixar a última térmica
em direção ao Goal, assim que já
for possível chegar no Goal voando na melhor
razão de planeio. A menos que a térmica
seja muito fraca, sempre é melhor subir um pouco
acima deste ponto e abandonar a térmica com maior
altitude, o que possibilitará voar mais rápido
em direção ao Goal.
o
cálculo do “quanto a mais?” deve-se
subir na térmica antes de tirar, torna-se muito
fácil através da observação
dos campos Alt a. WP e Alt a. BG. Quando o piloto está
na última térmica antes do Goal é
muito interessante colocar os campos Alt a. BG e Alt
a. WP na mesma página e observá-los atentamente.
Quando Alt a. BG se tornar positivo – e isso sempre
vai acontecer antes de Alt a. WP se tornar positivo
- e Alt a. WP continuar progredindo em direção
ao território positivo, o piloto deve continuar
subindo na térmica e não tirar para o
Goal ainda. Quando Alt a. WP ficar positivo - invertendo
sua cor – aí sim o piloto deve abandonar
a térmica. Neste momento o campo Alt a. BG estará
com um valor que representará a altitude de segurança
que o piloto tem para gastar voando rápido, até
que alguma descendente inesperada o traia e ele tenha
que racionar um pouco a Alt a. BG. No caso ideal o piloto
gastaria toda a Alt a. BG e chegaria no Goal com zero
altitude, na prática é necessário
administrar esta perda de altura.
em
uma térmica muito fraca, pouco depois de Alt
a. BG ficar positivo Alt a. WP ficará também
positivo, neste caso, talvez o piloto queira subir um
pouco mais para ganhar mais margem de segurança.
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